30 de dezembro de 2008
OS MELHORES ÁLBUNS DE 2008
CDs - Pop-Rock
Fleet Foxes – “Fleet Foxes”
Vampire Weekend - "Vampire Weekend"
Buraka Som Sistema - "Black Diamond"
TV On The Rádio – “Dear Science”
Gang Gang Dance - "Saint Dymphna"
Kaiser Chiefs – "Off With Their Heads”
The Last Shadow Puppets – “The Age Of Understatment ”
Morcheeba - "Dive Deep"
Bloc Party - "Intimacy"
Rui Reininho – “Companhia Das Índias”
Cds - Metal
Metallica- "Death Magnetic"
Septic Flesh - "Communion"
Testament - "The Formation Of Damnation"
Opeth - "Watershed"
Slipknot - "All Hope Is Gone"
Meshuggah - "Obzen"
Trivium - "Shogun"
Warrel Dane - "Praises For The War Machine"
Divine Heresy - "Bleed The Fifth"
Gojira - "The Way Of All Flesh"
OS MELHORES CONCERTOS DE 2008
Quais os melhores concertos de 2008? Aqui vai uma lista dos melhores segundo este blogger. Façam, no entanto, as vossas votações em "Comentários".
Down - Coliseu de Lisboa
Iron Maiden - Super Rock
The Cure - Pavilhão Atlântico
Machine Head - Rock In Rio
Rage Against The Machine - Fest. Alive
Outros:
Metallica - Rock In Rio
Bjork - Sudoeste
Muse - Rock In Rio
Porcupine Tree - Incrível Almadense
The Offspring - Rock In Rio
Duran Duran - Super Rock
Neil Young - Fest. Alive
Thievery Corporation - Coliseu de Lisboa
The Hives - Fest. Alive
Peter Murphy - Coliseu de Lisboa
Kaiser Chiefs - Rock In Rio
The Chemical Brothers (DJ act) - Sudoeste
17 de dezembro de 2008
DVD: U2 - "UNDER A BLOOD RED SKY" (Live At The Red Rocks)

No entanto, tudo o que fez os U2 famosos e igualmente apreciados pela crítica estava lá. Os riffs pujantes e inovadores de The Edge, o poço de energia que é Bono em palco e a sessão rítmica à altura dos acontecimentos.
Aqui podemos ver temas míticos como a célebre versão ao vivo de "Sunday Bloody Sunday", "New Years Day" e "I Will Follow". Da mesma forma, recordam-se canções que, apesar de pouco conhecidas, espelham já o imenso talento do grupo como nas vigorosas "Out Of Control", "A Day Without Me" e " Surrender", nos poéticas "Into The Heart" e a belíssima "October", não esquecendo a ideologia cristã de "Gloria", então professada pelo grupo.
Enfim, um vídeo para os saudosistas verem com uma lágrima ao canto do olho mas também para as gerações mais novas observarem de que fibra eram feitas as bandas da altura que subiam a pulso, sem grandes apoios iniciais e apostanto na criatividade para marcarem a diferença. Talvez seja isso que mais impressiona. Vendo os U2 de agora, parece que que a "máquina" foi quem lá os pôs e isso não dirá muito aos adolescentes actuais (ou se calhar até diz). Com este DVD vê-se que foi a banda que se fez a si própria, com talento e trabalho, ao mesmo tempo que a sua simplicidade revelava sinceridade com a qual milhões passaram depois a identificar-se.
Depois deste álbum, os U2 iniciariam o vôo que os iria levar ao clássico "The Joshua Tree" e ao sucesso global, e o resto é história.
11 de dezembro de 2008
NEVERMORE: DVD "The Year Of The Voyager" editado

6 de dezembro de 2008
Moonspell lançam DVD "Lusitanian Metal"
DVD 1:
* Live At The City Of Ravens (Metalmania, Polonia 2004)
* Touch Me In The Eyes (Compilação de vídeos com Opium, I will see you in my dreams, e a inclusão de do making off de Everything invaded)
* Century Media Years (Discography)
* Knoweldge (Graveyard impressions, exclusiva e extensa entrevista com os membros da banda em um cemitério de Lisboa)
DVD 2:
Small Hours – The Early Days (1992-1994):
Ensaio: 01. Serpent Angel, 02. Wolves from the Fog, 03. Ancient Winter Goddess
Primeiro concerto dos MOONSPELL: 04. Intro, 05. Goat on Fire, 06. Wolves from the Fog, 07. Hymn to Lucifer
Como suporte dos CRADLE OF FILTH: 08. Intro, 09. Tenebrarum Oratorium Part 1, 10. Goat on Fire, 11. Vampiria
Strange Are the Ways of the Wolfhearted Tour (1995-1996)
Banda suporte dos NAPALM DEATH: 01. Erotic Alchemy, 02. Ataegina, 03. Trebaruna
Perverse Almost Religious (1996-1997):
Krakow 1996: 01. A Poisoned Gift, 02. ...Of Dream and Drama (Midnight Ride), 03. An Erotic Alchemy, 04. Love Crimes
Dortmund 1996 (visto pela primeira vez): 05. Intro, 06. Wolfshade (A Werewolf Masquerade), 07. Love Crimes, 08. Vampiria, 09. ...Of Dream and Drama (Midnight Ride), 10. An Erotic Alchemy, 11. For a Taste of Eternity, 12. Alma Mater.
It's a Sin Tour (1997-1999):
Ermal 1999: 01. Let the Children Cum to Me..., 02. Dekadance, 03. EuroticA
The Butterfly Effect Tour (2000-2001):
Coliseu 2000: 01. I Am the Eternal Spectator, 02. Can't Bee, 03. Lustmord
Darkness and Hope Tour (2001-2003):
Festa de lançamento para "Darkness and Hope": 01. How We Became Fire, 02. Ghostsong
Ermal 2002: 03. Angelizer, 04. Mephisto, 05. Firewalking
Spreading the Eclipse Tour (2003-2005):
With Full Force - 10th Anniversary: 01. In and Above Men, 02. From Lowering Skies, 03. Opium, 04. A Walk on the Darkside, 05. Nocturna, 06. Southern Deathstyle
Istanbul 2004: 07. Alma Mater / Vampiria
Athens 2004: 08. The Antidote
Hard Club 2004: 12. I Will See You in My Dreams , 13. Tenebrarum Oratorium Part 1
Tejo 2005: 14. Awake!, 15. For a Taste of Eternity
3 de novembro de 2008
Peter Murphy ao vivo em Lisboa - A (MÚSICA) POP PODE SER ARTE

25 de outubro de 2008
THE CHEMICAL BROTHERS: A história
20 de outubro de 2008
Thievery Corporation ao vivo em Lisboa: REVOLUÇÃO EM FESTA


3 de outubro de 2008
Discos: BURAKA SOM SISTEMA - "BLACK DIAMOND"

01. Luanda/Lisboa - com DJ Znobia, 02. Sound of Kuduro - com M.I.A., DJ Znobia, Saborosa, Puto Prata, 03. Aqui para Vocês - com Deize Tigrona, 04. Kalemba (Wegue Wegue) - com Pongolove, 05. Kurum, 06. IC19, 07. Tiroza com Bruno M, 08. General, 09. New Africas pt. 1, 10. New Africas pt. 2, 11. Beef, 12. Black Diamond - com Virus Syndicate.
1 de outubro de 2008
DVDs: DAVID GILMOUR - "LIVE IN GDANSK"
Este DVD/Cd foi editado em vário formatos: 2 cds (apenas áudio), 2 cds e 1 DVD, 2 cds e 2 DVDs, 3 cds e 2 DVDs e 5 LPs.
O concerto inicia-se começa com quatro canções do ‘Dark Side of the Moon’, ‘Speak to me’, ‘Breathe’, ‘Time’ e ‘Breathe (Reprise)’ - passando em seguida para temas do mais recente álbum de estúdio de Gilmour, o belíssimo ‘On an Island’, bastante técnico e calmo, a roçar o ambiental.

A segunda parte já é inteiramente preenchida com clássicos de Pink Floyd, como ‘Shine On You Crazy Diamond’ e ‘Wish You Were Here’ do disco homónimo, ‘Fat Old Sun’ de ‘Atom Heart Mother’, ‘Echoes’ de ‘Meddley’, ‘A Great Day For Freedom’ e ‘High Hopes’ de ‘Division Bell’ (o último álbum de estúdio da carreira de Pink Floyd) ‘Astronomy Domine’ de ‘Piper at the Gates of Dawn’ e ‘Confortably Numb’ de classico ‘The Wall’, vocalizada por Richard Wright.
Pode-se dizer que é uma edição não só para fãs da carreira a solo de David Gilmour, mas também de Pink Floyd, tendo em conta que, apesar de não haver propriamente novidades, nunca o som destas músicas teve tanta qualidade, ainda por cima com o acompanhamento - sóbrio acrescente-se - de uma orquestra sinfónica.
Nota curiosa para a capa, onde aparecem umas gruas a rodear o palco numa alusão aos famosos (em termos históricos e políticos) estaleiros daquela cidade.
11 de setembro de 2008
Discos:METALLICA - «DEATH MAGNETIC»

26 de agosto de 2008
Os 50 melhores logótipos de bandas
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Na terceira posição está de novo uma banda vinda do Reino Unido. O alvo vermelho, branco e azul dos The Who recebe a medalha de bronze nesta votação.
Do Top 50 fazem parte nomes conhecidos como os Sex Pistols, Radiohead, Guns N' Roses e AC/DC, mas também outros mais underground como os politicamente incorrectos Anal Cunt.
14 de agosto de 2008
DVD: NEW ORDER - "LIVE IN GLASGOW 2006 / LIVE & UNSEEN FOOTAGE"
Depois de terem declarado oficiosamente o termo da sua carreira, até mais ver, os New Order acabam de lançar o DVD "Live in Glasgow" constituído por dois discos. O primeiro contém a actuação do grupo na Carling Academy, em Glasgow, durante a última tourneé do grupo - que também passou por Portugal no festival Super Rock de 2006.
Para além da cuidada realização o concerto inclui os maiores êxitos dos New order como também quatro canções dos Joy Division, a antiga e mítica banda anterior à actual denominação.
No entanto, o maior motivo de interesse desta edição, principalmente para quem já conhece razoavelmente a banda, ainda é o 2º disco deste DVD que inclui vários concertos dos New Order ao longo da sua carreira. Para além de ser uma oportunidade única para ver a evolução do grupo, desde a fase pós-Joy Division, em que o som surgia muito marcado pela sua herança, até à gradual inclusão de elementos tecnológicos, em meados dos anos 80, até à explosão de sucesso, na fase final daquela década. É curiosíssimo ver a evolução da postura em palco do vocalista/guitarrista, Bernard Summer, ou apreciar a importância que a incomparável viola baixo de Peter Hook sempre teve nos New Order.
Pode-se dizer que este DVD, a par de outro editado anteriormente com os video-clips da banda, é um documento valiosíssimo para apreciar aquele que é um pedaço da história da música pop rock. A prova disto está na nítida e confessada influência que os New Order têm, não só a nível da new wave e do rock que se faz hoje, como, na sua vertente mais electrónica, no contributo para o nascimento da música de dança actual e do tecno em particular.
O tracklisting do DVD é seguinte:
1º dvd:
1. ‘Crystal’2. ‘Turn’3. ‘True Faith’4. ‘Regret’5. ‘Ceremony’6. ‘Who’s Joe’7. ‘These Days’ (Joy Division Cover)8. ‘Krafty’9. ‘Waiting For The Sirens Call’10. ‘Your Silent Face’11. ‘Guilt Is A Useless Emotion’12. ‘Bizarre Love Triangle’13. ‘Temptation’14. ‘The Perfect Kiss’15. ‘Blue Monday’16. ‘Transmission’ (Joy Division Cover)17. ‘Shadowplay’ (Joy Division Cover)18. ‘Love Will Tear Us Apart’ (Joy Division Cover)
2º dvd:
Celebration 1981- Ceremony- I.C.B.- Chosen Time
Glastonbury 1981- Senses- Procession- The Him
Roma, 1982- Ultraviolence- Hurt
Cork, 1983- Leave Me Alone- Everything's Gone Green
Roterdã, 1985- Sunrise- As It Is When It Was- The Village- This Time Of Night
Toronto, 1985- We All Stand- Age Of Consent- Temptation
Shoreline, Bay Area, 1989- Dream Attack- 1963
Hyde Park, Londres, 2006- Run Wild- She's Lost Control
11 de julho de 2008
RAGE AGAINST THE MACHINE NO FESTIVAL "ALIVE!" - Review

Ao som sirenes, Zack la Rocha, Tom Morello e companhia entram a todo ogás com "Testify" e instala-se a desordem na plateia. o reboliço continua nos temas subsequentes, "Bulls On Parade", "People Of The Sun", "Bombtrack" e "Know Your Enemy". A parte tema de "Bullet In The Head" é um leve momento de acalmia para depois entrar de novo na parte final quase em hardcore. O concerto prossegue em regime de quase colectânea de sucessos, tal é a quantidade de temas conhecidos do grupo e entoados pela multidão, mesmo sendo em registo rap. É assombroso observar in loco a forma como Morello executa os seus devaneios experimentalistas na guitarra. O vocalista, por seu lado, continua a destilar raiva e contestação, em postura provocante, introduzindo discursos novos em vários temas, enquanto que a sessão rítmica mantém a cadência sem falhas.
"Sleep now In The Fire" é apresentado numa nova versão, mais longa com pormenores novos na guitarra. Na parte final do tema, Zack muda a letra para «don't sleep now in the fire". Pouco depois, o apoiante do movimento zapatista e adepto de Che Guevara, confessa ao público a sua admiração por José Saramago, como se sabe um intelectual conotado com a esquerda. Com "Guerrilla Radio", recebida em apoteose, os Rage abandonam o palco pela primeria vez. O encore foi preenchido com uma versão bem extensa de "Freedom" e com o inevitável "Killing In The Name Of" que pôs aos saltos toda a gente no recinto.

Depois de uma aventura pelos domínios do mainstream noutros projectos, nomeadamente os Audioslave, estes músicos voltaram ao que sabem fazer melhor, que é o som provocador e arrojado dos Rage Agaist The Machine, que influenciou inúmeras bandas da última década e meia sem conseguirem ser, de facto, superados. Resta saber se há vida para além desta tourneé de reunião, tendo em conta que a fórmula específica da música deste grupo só se mantém interessante se "refrescada" regularmente.
10 de julho de 2008
Iron Maiden ao vivo no Super Rock 2008 - Review 9 de Julho
As luzes apagam-se, imagens antigas de batalhas passam nos ecrans, o histórico discurso de Churchill no auge da 2ª Guerra Mundial irrompe pelas colunas e a audiência entra em histeria. «...We should fight in the hills, we should never surrender!» e uma explosão pirotécnica dá início a "Aces High".

Guitarristas em fúria, Steve Harris a apontar o seu baixo à multidão e Bruce Dickinson imparável na forma como se movimenta. A seguir «2 Minutes To Midnight" e "Revelation", o som está poderoso e o cenário está todo decorado com motivos do egipto antigo. No entanto,o cenário muda ao 4º tema para a capa de "The Trooper", o público aplaude aind anão tinha começado o tema. O vocalista, a rigor como um soldado inglês do século XVIII. "Wasted Years", claro, não podia faltar com o vocalista a lembrar que passam 23 anos desde o álbum/vídeo que se celebrava. Em "Number Of The Beast", chamas irrompem pelo palco ao ritmo do refrão enquanto uma estátua a fazer lembrar um deus mitológico aparece no cenário. Em "Rime Of The Ancient Mariner", o cenário transforma-se numa coberta de um navio com Dickinson vestido como se fosse um náufrago tendo a parte instrumental do tema sido dos momentos mais "cinemáticos" do concerto.
Com "Powerslave" voltam os cenários "egípcios" e o vocalista a cantar de mascarilha. Esta canção foi um exemplo da perfeição do som que os maiden gozam hoje em dia fruto, por um lado, da tecnologia e, por outro, do facto de terem 3 (!) guitarristas. "Heaven Can Wait", com um grupo de fãs a ser levado até ao palco para cantar, "Fear Of The Dark", devidamente entoado por todos, "Run To The Hills" e "Iron Maiden" (com uma múmia gigante a assomar-se à parte detrás do palco) foi o final perfeito para a primeira saída de palco.
No encore, tivemos a surpresa de 2 temas do álbum "Seventh Son...": Moonchild" e "The Clairvoyant", este com um Eddie similar ao da capa de "Somewhere In Time" a passear entre os músicos. No final, para confirmar que estes músicos estão em forma apesar dos anitos em cima, "Hallowed Be Thy Name" impecavelmente executada.
Se há concerto perfeito, pelo menos para os apreciadores desta banda, foi este.
Neste dia do Super Rock, a outra banda mais celebrada foram os Slayer com um concerto ao seu melhor estilo, excepto o facto de ter sido ainda durante o dia. Depois de uma primeira parte com temas menos rodados, mas que incluiu cássicos como "Die by The Sword", "Captor Of Sin" e "Hell Awaits", os Slayer acabaram com os seus melhores temas pondo em delírio a plateia, já por si conquistada. "Dead Skin Mask", com o habitual discurso de introudução, e um potentíssimo "Raining Blood" foram os pontos altos do concerto.
Neste dia ainda actuaram Laurean Harris, Avenged Sevenfold, Rose Tatoo e Tara Perdida.
Links:
http://www.youtube.com/watch?v=wOKkOZO9uL0&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=eC-XzejAPMc&feature=related
6 de julho de 2008
FESTIVAL SUPER BOCK SUPER ROCK NO PORTO: Review

O ponto alto deste dia foram os ZZTop que, no seu estilo inconfundível e beneficiando de um bom som de palco, efectuaram um concerto muito competente. Não dispensado o seu visual característico - longas barbas e guitarras "almofadadas" - assim como as habituais coreografias, os veteranos arrancaram jmuitos aplausos com uma actuação que visitou os seus maiores clássicos mais ou menos antigos: de "Legs", a "Gimme All your Lovin'" passndo por "Got Me Under Preassure" (a primeira) e "Sharp Dressed Man". Não faltou até um estranho diálogo com uma moça que entrou no palco apresentando-se como a professora de português dos ZZTop (??!!).
O encerramento desta noite foi para os Xutos & Pontapés que se apresentaram com o Grupo de Metais do Hot Club. Para além da nova roupagem de alguns clássicos, foram ouvidos temas como os menos habituais "Gritos Mudos ", "Fim de Semana", "Esta Cidade" entre outros.
Neste dia ainda actuaram, David Fonseca, numa actuação muito competente e bem recebida, e os Profilers.

Neste dia, releve-se também a actuação dos Morcheeba, num registo calmo e psicadélico, com a nova vocalista, Manda, a estar ao nível nos temas antigos (a maior parte do alinhamento). "Moog Island", "Otherwise", "The Sea" (dedicada à protecção dos oceanos) foram alguns dos temas ouvidos com o guitarrista a mostrar todo a sua paleta de sons e efeitos, desde a cítara oriental a solos hendrixianos. Os temas mais enérgicos ficaram para o final como "Let Me See", "Be Yourself" e "Rome Wasn't Built In A Day", entremeados pelo exclente "Blindfold". Muito bom, a pedir concerto em nome próprio.
Neste dia ainda actuaram os Brand New Heavies (outro regresso), os Clã (muito aplaudidos), Paolo Nuttini (interessantes blues e sonsas baladas) e Jorge Palma (pareceu em forma...para quem gosta).
Segundo a organização, para o ano há mais. A ver vamos.
6 de junho de 2008
Rock In Rio, dia do metal: REIS E PRÍNCIPES

O Metallica são uma força viva da música actual. A sua actuação foi impecável, tanto na execução como na atitude, com uma energia contagiante e beneficiando do facto de ter público, desde o início, a seu favor. Com um alinhamento ligeiramente diferente de outras anteriores, apostando em mais temas dos álbuns "Load e "Reload", o clássicos, porém, não faltaram. Ouviram-se os

Antes da actuação dos reis, actuaram os seu príncipes. Os conterrâneos da Bay Area (a zona metropolitana de San Francisco, EUA, onde nasceu o thrash metal), Machine Head, esmagaram autenticamente a multidão com um concerto soberbo a todos os níveis: grandes temas, energia, técnica, presença e uma comunicação constante com o público, graças a esse excelente mestre de cerimónias que é o vocalista/guitarrista Robb Flyn.


A primeira banda do palco principal foram os Moospell que executaram bastantes canções do seu último álbum contando, durante estas, com a colaboração de um grupo de cantoras que também efectuaram algumas coreografia. Apesar de grande parte do muito público presente manifestar-se efusivamente durante todo o concerto, foi com os grande clássicos que toda plateia foi conquistada. "Opium", "Alma Matter" e "Full Moon Madness" foram os pontos mais altos de um concerto que pecou por ter sido efectuado sob sol radiante o que, neste caso, tira um pouco de encanto à música destes portugueses.
Os Apocalyptica cumpriram a sua função de entreter as hostes que deambulavam pelo recinto entre os inúmeros locais de divertimento e os come e bebes. Nada a apontar à sua dedicação mas, entre tantos grupos do espectro hard'n'heavy que podiam estar presentes, não se compreende que a escolham um grupo que, quer queiramos quer não, tem características muito específicas.
Esperemos que na próxima edição também haja dia de metal ... com ou sem Metallica : )
Links:
http://www.youtube.com/watch?v=FDNxq8R0mko
http://www.youtube.com/watch?v=eu9fdu7k34k
Fotos: cortesia iol.com e music.aol.com
13 de maio de 2008
STONE TEMPLE PILOTS REGRESSAM!

Os Stone Temple Pilots formaram-se no início da década de 90 quando os irmãos Dean (guitarrista) e Robert De Leo (baixista) encontraram um louco vocalista chamado Scott Weiland. Juntamente com o baterista de sempre, Eric Kretz, gravaram o álbum "Core" (1992) que, em plena euforia grunge, é considerado um clássico do estilo. É neste trabalho que estão temas intemporais da história da música como "Plush", "Creep" ou "Sexy Type Thing". Cada canção do álbum é mesmo um single em potência.
Depois do sucesso mundial e de 2 anos recheados de touneés a banda grava o segundo trabalho, "Purple", no qual aprofundam as características mais personalizada do primeiro trabalho, demarcando-se dos rótulos que lhes haviam posto. Deste álbum - onde se notam influencias de pop-rock dos sixities - destacam-se o excelente "Interstante Love Song","Vasoline", "Big Empty", entre outras. O grupo é novamente aclamado por público e por crítica.
Datam desta altura os primeiros problemas de Scott relacionados com droga e até com a justiça. Ainda assim , o grupo consegue gravar mais um álbum fabuloso, "Tiny Music" (1996), por ventura o trabalho mais diversificado do grupo - onde até interpretam um original de "bossa nova" - não abandonando, claro, os seus traços característicos e o sentido pop de cada tema. O disco praticamente não tem concertos de promoção pois o vocalista entra em várias curas de desintoxicação, para além de ter tido uma condenação com pena suspensa.

Depois de um interregno, o quarto álbum "Nº4" mostram os Stone Temple Pilots de novo em grande forma e Scott Weiland, apesar de tudo, a cantar melhor do que nunca. Temas como "Sour Girl", "Down" ou "I've Got You", entre outros, provam o extremo talento conjugar em doses certas acessibilidade com a criatividade, não descurando nenhum pormenor na execução e na produção. E depois é a heterogeneidade que permite misturar estilos aparentemente díspares como garage, hard rock até revival pop e slows psicadélicos, tudo cabe e soa bem aqui.
O menos bem sucedido último trabalho de originais até à data, "Shangri-La Dee Da"(2001), precipitou o final da banda. Ainda antes desse termo, tiveram ocasião de passar por Portugal (festival Paredes de Coura) num concerto onde o endiabrado vocalista deixou os mais deprevenidos boquiabertos com a sua performance, tendo, inclusivamente, acabado a actuação literalmente "em pêlo".
Aguardemos, pois, por concertos e por música nova desta banda que, pode-se dizer, já faz parte dos grandes nomes da história do rock no seu sentido lato. Big Bang Baby, crash crash crash!!!
Para avivar a memória, eis algumas pérolas:
http://www.youtube.com/watch?v=lEHyrvQOCAU
http://www.youtube.com/watch?v=y2xNyxc5VWs&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=LGbO-nVBaFo
http://www.youtube.com/watch?v=494HNSbRWyw
http://www.youtube.com/watch?v=3XSJjzheHs8&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=WwS_Eu-HLZo
28 de abril de 2008
Down ao vivo em Lisboa: O CLÁSSICO NOVO

Ao vivo, com um vocalista que encarna na perfeição o papel de mestre de cerimónias, a música dos Down – já por si bastante talentosa - sobe a outro patamar e o grupo projecta-se criando um clima de autêntica festa e adrenalina. De facto, se o “factor Phil Anselmo” já teria algum peso previamente, este concreto provou a fantástica reabilitação (a nível físico, psíquico e da própria voz) do vocalista que, para além das inúmeras tourneés à volta do Mundo com os seus míticos Pantera, sobreviveu a inúmeros excessos e a, pelo menos, uma overdose quase fatal. A atitude do frontman, sempre a olhar nos olhos do público, a incentivá-lo a participar nas músicas, e introduzir os temas com as mais variadas dissertações, são um bónus à mera execução das canções, já por si um autêntico espectáculo tal a entrega dos músicos.
O grupo ainda não tinha entrado em palco e já estava a dar cartas graças a um fantástica ideia: prescindiram da habitual banda de suporte e apostaram na projecção de um vídeo em que misturavam gravações caseiras dos Down em tournée com vídeos raros de alguns monstros sagrados que fizeram a história do rock, nomeadamente aquelas bandas de génese hard do início da década de 70, com influência do blues americano e sulista. Para além dos clássicos incontornáveis, vimos actuações de nomes outrora famosos como os Rainbow, Thin Lizzy, UFO, etc. Não poderia ser melhor como introdução a uma banda que assume frontalmente o seu cariz “retro”.
Logo a abrir as hostilidades, “Underneth Everything”, criou bastante reboliço, uma constante na plateia apesar do ritmo mid-tempo da maior parte dos temas. “Lifer” dedicada a Dimebag Darrel, foi atacada com fúria, enquanto “Ghosts Along The Mississipi” foi das mais bem recebidas. Os músicos tranpiravam boa disposição. O duo de guitarristas Pepper Keenan e Kirk Windstein tocam já de olhos fechados ao ponto de não ser estranho entrarem em diálogo a meio de uma canção, resultando delicioso ouvir e ver a execução das inúmeras harmonias que polvilham o reportório dos Down. A sessão rítimica foi irrepreensível, pontificando o outro “pantera”, Rex Brown, a manter o mesmo ar cool de há 20 anos.
Depois de uma primeira saída de palco, com a excelente “Eyes Of The South”, Phil Anselmo aproveita para agradecer a uma longa lista de elementos da equipa de roadies, tendo em conta ser este o último concerto da tourneé que os levou um pouco por toda a Europa. Aproveita para chamar ao palco um amigo aniversariante - o guitarrista dos Skid Row, Snake, que viaja com o grupo - que teve direito a “parabéns” e a executar um excerto de uma canção do seu grupo. Já valia tudo. O espírito era de festa.A banda toca, então, o hino “Stone The Crow” em tom de apoteose e, perante a surpresa dos próprios músicos, a audiência entoa o riiff e o solo da música. Um momento único. Mais tarde, foi a vez do público ficar surpreendido quando, na parte final de um tema, e quando os efeitos de fumo envolviam o palco, os músicos livres de instrumentos se acercaram à beira do palco para agradecer; e no entanto, a música… continuava(??!!)!. Quando a névoa se dissipou, surgiu a explicação: sem interromper o tema, cada músico foi cedendo os instrumentos a roadies ou até às namoradas tendo estes continuado a tocar aquele bocado da música. Brilhante!
Enfim, foi uma grande noite de rock com uma banda em grande forma, a dar uma excelente demonstração de vitalidade e também de criatividade a nível de espectáculo, conforme se viu. E o que saltou à vista foi o facto destes músicos, apesar do inegável profissionalismo, estarem ali, simplesmente, pelo gozo de tocar.
Vídeos no You Tube (filmados por espectadores, mas dá para ter uma ideia da coisa):
http://br.youtube.com/watch?v=ZWe0O00BHr0#GU5U2spHI_4
http://www.youtube.com/watch?v=wY9ZozfrriY
1 de abril de 2008
The Cure, ao vivo no Pavilhão Atlântico: UMA CONSAGRAÇÃO INESPERADA
3 de março de 2008
KORN AO VIVO EM LISBOA
Iniciando a actuação com "Right Now", a actuação percorreu temas de toda a sua, já extensa carreira. Do seu último trabalho, não foram muitos os temas executados e, inclusivamente, até tiveram ocasião de estrear um tema novo.
Hinos como "Adidas", "Freak On A Leach", "Beating Me Down", não faltaram, sendo entrelaçdos com outros temas de menor impacto mas de igua l qualidade e originalidade.
Em "Faggot", a casa veio a baixo com público a entoar o refrão em uníssono. Em "Blind", como sempre sublime, o vocalista pediu à plateia para se agachar e saltar ao seu sinal; o resultado foi caótico. Os 3 Korn originais parecem felizes e com vontade de continuar a avaliar por este concerto. Os novos músicos, com detaque para o baterista, foram irrepreensíveis.
Para conclusão, ficou "Got The Life" em jeito the mensagem.
Apesar dos discos menos inspirados, os Korn continuam a deixar a sua marca.