5 de Novembro de 2009

Discos: RAMMSTEIN - "LIEBE IST FUR ALLE DA"

No próximo dia 8 de Novembro os Rammstein vão actuar em Lisboa, no Pavilhão Atlântico. A banda acabou de lançar o seu primeiro álbum de originais em 4 anos - "Liebe ist für alle da" (O amor é para todos) - que é bem capaz de ser dos melhores, senão o melhor, álbum da sua carreira.

Os Rammstein começaram a cimentar o seu estatuto através dos seus espectáculos, literalmente incendiários, em que a vertente visual assumia um importante papel. A sua fama era mais notória na Alemanha e a sua música caracterizava-se por ser uma mistura uma espécie de crossover tecno-metal com influências de algum rock industrial - nomeadamente bandas como Ministry. Quando a fama começou a bater à porta, o grupo cerrou fileiras e resolveu apostar em temas de mais qualidade e densidade. Com o álbum "Mutter" os Rammstein deram um novo impulso à sua carreira, com temas com outra estrutura, procurando efectuar bons temas metal, no sentido lato do termo, enérgicos, acrescentando uma nova vertente melódica, patente nos refrões orlhudos e nos aranjos épicos. "Reise Reise" continuou essa evolução, apresentando temas de maior qualidade, enquanto que em "Rosenrot" se pressentiu já alguma estagnação, apesar de alguns pontos altos. Posto isto, a banda dedidiu fazer uma paragem tendo-se dedicado a outros projectos, como os Emigrate do guitarrista Richard Kruspe.

Ao fim deste tempo, pode-se dizer que a paragem foi frutuosa pois os Rammstein apresentam-nos aqui um trabalho de grande nível. Logo àbrir, "Rammlied" mostra a maior novidade a nível técnico com reflexo no som geral da banda: a bateria tem agora duplo bombo, que acompanha os power chords das guitarras na perfeição. Ou seja, a agressividade característica soa amplificada. Sinistros sons electrónicos fazem a introdução para o segundo tema, "Ich Tu Dir Weh" é na certa um novo hino nos concertos da banda. Outro dado assinalável: a voz de Till Lindemann está muito mais eclética, sendo as suas opções melódicas muito mais diversificadas do que até aqui.

"Waidmanns Heil" é apenas uma boa réplica de "Feuer Frei", mas "Haifisch" é diferente de tudo o que o grupo já fez , uma espécie de electro-ska clashiano. "B*******" é uma grande canção à Rammstein e "Frühling in Paris" é a típica balada folk-germânico a que a banda nos tem habituado. "Pussy", o single de avanço, é já um hit com o som único e personalizado do grupo em acção. Para o fim, ficamos talvez com dois dos temas mais fortes de todo o álbum: o espectacular tema título e ainda "Mehr", metal limpo e mecânico, com uma produção irrepreensível a roçar a perfeição, no fundo a mistura que é o segredo da banda.

Na tendência ascendente que tem caracterizado a sua carreira, os Rammstein dão outro passo em frente com este novo trabalho, em termos de qualidade, talento e, possivelmente, sucesso, afirmando-se cada vez mais como uma das bandas mais destacadas do planeta.

2 de Novembro de 2009

António Sérgio: a voz que marcou uma era

A importância que António Sérgio teve para a rádio e para a divulgação musical foi enorme. O seu maior feito terá sido, por ventura, numa época como o pós 25 de Abril e toda a década de 80, em que as rádios eram poucas e a diversidade musical escassa, foi o primeiro (e durante muito tempo o único) a divulgar o que de melhor, mais inovador e com mais qualidade se fazia no Mundo em termos musicais.
Numa altura em que as rádios e a tv só passavam música pop comercial, numa autêntica ditadura do “gosto”, foi ele o responsável em Portugal por muitos terem conhecido bandas que hoje são consensualmente das melhores de todos os tempos. Através daquele programa histórico chamado "Som Da Frente", António Sérgio foi, provavelmente, a pessoa em Portugal que primeiro deu a conhecer a música dos U2, The Cure, The Cult, Joy Division, New Order, Bauhaus, Depeche Mode, Cocteau Twins, etc. Através do seu "Lança Chamas" foi também responsável pela introdução da palavra metal no vocabulário de muitos melómanos, numa altura em que só se ouvia o hard-rock politicamente correcto e que um homem com cabelo comprido era apontado na rua (meados de 80).
Apesar de todo o talento na investigação e divulgação musical que continuou a ter ao longo dos anos, essa importância histórica e geracional na divulgação da música é o traço mais meritório de todos na carreira de António Sérgio. Não o esqueceremos sempre que ouvirmos boa música!

31 de Outubro de 2009

Metallica com novo video-clip

Enquanto se fala do possível lançamento de 1 ou mais dvds ao vivo (nomeadamente o concerto de Nimes, em França, em Julho e os realizados no Quebec mais recentemente), os Metallica acabam de lançar um novo video-clip de um tema de "Death Magnetic". Trata-se de "Broken, Beat And Scared" e tem como principal novidade o facto de, para além das imagens, o próprio som ser captado ao vivo.

29 de Outubro de 2009

Festa/concerto de homenagem a José Carvalho

Vinte anos depois do assassinato, a APSR organiza uma festa/concerto de homenagem a José Carvalho, com seis bandas rock e um vídeo evocativo do Zé da Messa. O encontro é na sexta-feira, 30 de Outubro, às 21h30 na Caixa Económica Operária, em Lisboa com as bandas Albert Fish, Ex-Votos, Dalailume, Revolta, Gazua e Peste & Sida.

27 de Outubro de 2009

U2: concerto transmitido pelo YouTube tem 1 milhão de acessos

O concerto dos U2 transmitido ontem (26) pelo YouTube correspondeu às expectativas dos produtores. A apresentação realizada no estádio Rose Bowl, em Los Angeles, foi acessada por mais de 1,3 milhões de internautas, através do canal da banda localizado no site.

"O grupo queria fazer este tipo de coisa há algum tempo", revelou o agente dos U2, Paul McGuinness, em um comunicado divulgado no site da banda. "É a ocasião ideal para que a festa vá além do estádio. Os fãs percorrem longas distâncias para ver os U2, mas desta vez a banda irá até eles, ao mundo inteiro", completou.

A transmissão foi feita para 19 países, entre eles Brasil, Austrália, Coréia do Sul, França, Índia e Israel. "O YouTube está encantado em oferecer ao seu público à volta do mundo uma apresentação ao vivo de um dos maiores grupos do planeta", declarou Chris Maxcy, um dos responsáveis pelo site.

Para ver o concert, clique aqui

23 de Outubro de 2009

Guns N´Roses: MTV dá como confirmada tourneé mundial

A MTV americana nessa quinta feira (22/10) colocou em sua programação o vídeo que anuncia a turnê canadiana dos G'N'R.
Além disso, no seu web sitefoi colocada uma nota, anunciando os 13 espectáculos previstos para o Canadá em Janeiro e Fevereiro de 2010.
Seguem abaixo trechos dessa nota:
"Na semana passada surgiram rumores de uma tourneé dos Guns N'Roses pelo Canadá, assim como disseram que a banda passará pela Ásia no fim de 2009 (o que não foi confirmado por representantes dos G'N'R). Na terça feira, vários veículos de imprensa canadense confirmaram 13 datas pelo país, começando no dia 13 de Janeiro com um show em Winnipeg. As datas já foram confirmadas pela promotora LiveNation.
A revista Rolling Stone disse que parte das datas seriam o início da tourneé mundial que divulgaria o álbum mais recente da banda, "Chinese Democracy". Ainda segundo a revista muita coisa ainda estaria por vir, já que o álbum teve um resultado tímido de apenas 600.000 cópias vendidas para o qual contribuiu a sua quase nula promoção, a inexistência de video-clips, fotos, etc.

19 de Outubro de 2009

Discos: ALICE IN CHAINS - "BLACK GIVES WAY TO BLUE"

Os Alice In Chains regressaram aos originais, 14 anos depois do seu último trabalho de inéditos e 7 anos depois do desaparecimento do seu inigualável vocalista, Layne Staley. A importância do talentoso cantor na banda não fazia crer que ela voltasse sem a sua presença. Mas a vida dá muitas voltas e aqueles que viram os Alice In Chains em Portugal, no festival Super Rock de 2006 durante a sua tour de regresso, puderam observar que o novo vocalista recriava os clássicos da banda de forma quase perfeita. Assim, o passo seguinte seria, como é óbvio, regressar aos discos.

Assim, no final de Setembro acaba por ver a luz do dia o novo álbum que traz de volta o som característico que tanto distinguiu o grupo. A qualidade e o talento mantém-se, com as composições a serem escolhidas a dedo, sendo todas de grande nível, muito mais inspiradas, por exemplo, do que a generalidade dos álbuns a solo do guitarrista Jerry Cantrell. O novo vocalista, William Duvall, segue a preceito a cartilha do seu predecessor tanto no tipo de melodias como na sua produção, constituída por várias pistas de voz conjugadas num todo harmónico e característico. Agora em estúdio até se verifica-se a voz de Duvall não é tão igual à de Layne Staley, embora se adapte que nem uma luva ao estilo da banda, para além de contar com a colaboração estreita de Jerry.

"All Secrets Known" é uma espécie de valsa com dedilhado de guitarra que começa muito adequadamente com o verso «A new begining...», "Check My Brain" é o perfeito cartão de apresentação do disco, enquanto que "A Looking In View" é o tema mais forte à la Alice In Chains. Existem também os temas que citam o universo acústico do grupo (popularizado em trabalhos como o EP "Jar Of Flies" de 1993) como "Your Decision" e "When The Sun Rose Again". "Acid Buble" é outra grande e inspirada composição, a fazer lembrar levemente Bauhaus, enquanto que o tema título é, porventura, o tema mais comercial de todo o disco.


Este álbum não chega ao génio da obra prima dos Alice In Chains, "Dirt" (de 1992): por um lado porque ao tempo em que aquele álbum surgiu este som era mais inovador e, por outro lado, porque a maior parte das obras primas não surgem de forma propositada. Em todo o caso, é um regresso bombástico, com um som único e canções plenas, a milhas de diatância dos inúmeros imitadores da banda, alguns deles com basto sucesso.

15 de Outubro de 2009

Os melhores álbuns de sempre: YES - "CLOSE TO THE EDGE"

Comentário por Alexandre Quintela

Chegados a 1972 numa fase de profunda interacção harmoniosa entre os músicos atestada pelos dois trabalhos anteriores – The Yes Álbum e Fragile - os YES lançam o seu quinto álbum, Close to the Edge, uma obra corajosa e magistralmente conseguida e com uma aposta acentuada nas eclécticas técnicas de criatividade dos seus membros.
Na sua melhor formação de sempre constavam Jon Anderson (voz), Chris Squire (baixo e back vocals), Steve Howe (guitarra e back vocals), Rick Wakeman (teclados e alguma excentricidade barroca) e Bill Bruford (bateria).
Na faixa título a banda apresenta uma composição épica e difusa, assente numa estrutura clássica em quatro andamentos – embora também com traços que vão desde groovie a pastoral - onde cada detalhe técnico dos diferentes instrumentos se evidencia. Todo o álbum, mas a letra da faixa título em particular, parece ter sido inspirado no livro Siddharta de Hermann Hesse em estreita sinergia com a propensão espiritual conferida por Jon Anderson.
As invulgares marcações dos tempos aliadas à complexidade dos arranjos, além do cunho musical erudito e virtuoso, são as características que melhor definem a inovação que consistiu “Close To The Edge”, considerado por muitos o ponto mais elevado do Rock Progressivo.
O tema “And You and I”, é uma autêntica ode bucólica onde Howe executa com guitarra de 12 cordas temperada com mellotron em crescendo, resultando num momento muito melódico. De sublinhar o poder de síntese de Wakeman.
O tema que encerra o álbum, “Siberian Khatru", é mais acessível desde logo pelos emblemáticos riffs que contornam a música mas também por configurar um curioso cruzamento místico com cadência quase funk. É uma das malhas mais conhecidas e que, resultando muito bem ao vivo, seria a música de abertura de maior parte dos concertos dos YES.
Em Junho de 1972, depois de concluído todo o trabalho de estúdio o baterista Bill Bruford deixa subitamente a banda para se juntar aos King Crimson, pois ansiava por um outro tipo de abordagem mais experimental do progressivo. Desta forma o baterista substituto, Alan White, igualmente uma grande contratação, iniciou a nova digressão europeia, de onde resultaria um grande registo ao vivo, “Yessongs”, gravado em finais de 1972.

14 de Outubro de 2009

U2: reedição de "The Unforgettable Fire" e novo álbum em preparação

Segundo o site Movimentofm, os U2 não devem demorar muito até lançar um novo álbum. Durante passagem da banda pelo Canadá, o vocalista Bono Vox contou em entrevista que os U2 já têm diversas novas composições. Entre as novidades estaria um «disco de rock para dicotecas». «Trata-se de um trabalho feito com o produtor Rick Rubin com batidas e muitas guitarras. Temos cinco ou seis canções dessas gravações mais 12 da sessão de gravações "Songs of Ascent"», revela Bono. De acordo com o site, Bono e The Edge estão finalizando o musical do Homem Aranha, “Spider Man: The Musical”.

Entretanto, está prevista para final do ano a reedição do disco “The Unforgettable Fire”, de 1984, que incluirá músicas inéditas gravadas na década de 80. Bono e The Edge, respectivamente vocalista e guitarrista do U2, em entrevista à Rádio 1, da BBC, dizem ter redescoberto faixas do grupo durante a elaboração do projeto de relançamento em comemoração aos 25 anos do álbum. Segundo os músicos, uma destas canções, “Disappearing Act”, foi finalizada em França há pouco tempo.

11 de Outubro de 2009

Mudvayne: novo álbum em dezembro, 1ª faixa disponível

“Beautiful and Strange”, a mais nova música dos MUDVAYNE, está disponível para audição via streaming no MySpace oficial da banda - www.myspace.com/mudvayne. A música vai estar no novo álbum auto-intitulado do grupo, que será lançado no dia 22 de dezembro via Epic Records. A arte do CD será inteiramente impressa em tinta reagente à luz negra, tornando-a visível somente sob luz negra (uma fonte de luz cujas ondas são primariamente ultravioletas). “Mudvayne” foi descrito pelo baterista Matt McDonough como “o melhor CD que a banda já gravou desde nosso segundo álbum, ‘The End of All Things to Come’”.
Entretanto o projecto HELLYEAH, de que fazem parte 2 membros dos MUDVAYNE juntamente com o mago da bateria Vinnie Paul (ex-Pantera etc.), tem novo álbum previsto para Março ou Abril, com uma tourneé logo de seguida.

8 de Outubro de 2009

Pixies: "Doolittle" é tocado ao vivo na íntegra em Londres

Na noite desta terça-feira (6), no O2 Academy Brixton, em Londres, os PIXIES realizaram a primeira de quatro apresentações em que executam o disco "Doolittle" na íntegra.
A série de shows comemora os 20 anos do segundo álbum da banda e passará por cidades como Amsterdã, Glasgow, Dublin e Paris. O disco "Doolittle" foi lançado em 1989 e consolidou os PIXIES como um dos principais nomes do Indie Rock norte-americano. Faixas como "Here Comes Your Man" e "Monkey Gone to Heaven" ajudaram a levar os PIXIES a um público mais amplo. O alinhamento foi o seguinte: "Dancing The Manta Ray""Weird At My School""Bailey's Walk""Manta Ray""Debaser""Tame""Wave Of Mutilation""I Bleed""Here Comes Your Man""Dead""Monkey Gone To Heaven""Mr Grieves""Crackity Jones""La La Love You""No 13 Baby""There Goes My Gun""Hey""Silver""Gouge Away", encore: Bis"Wave Of Mutilation (UK Surf)""Into The White""Bone Machine".

29 de Setembro de 2009

Xutos & Pontapés ao vivo no Estádio do Restelo

(Resenha por Jorge Blanch)

A ideia já germinava na banda depois do 25º aniversário, altura em que “a melhor banda de rock portuguesa” enchia pela 2ª vez o Pavilhão Atlântico. Atingidos os 30 anos, a persistente banda levou avante a sua intenção de comemorar de uma forma diferente, com a mais arrojada produção, e para isso escolheu um estádio. Esse estádio só podia mesmo ser o do Restelo (bairro de Kalu e do mítico Pavilhão). O palco foi construído pela empresa responsável pelas tournés de U2 ou Rolling Stones, e constituída pela melhor tecnologia ao nível de som, imagem e luzes.
Foi neste contexto que os Xutos surgem na noite de dia 26 de Setembro. Desde logo a chegada da banda ao estádio foi apoteótica, através de um automóvel (seguida pelo público através dos ecrans), e de repente percebe-se que a banda não surge imediatamente em palco, mas sim a descer as bancadas do estádio, do lado oposto ao palco e, por incrível que possa parecer, percorreram todo o relvado descontraidamente junto aos fans! A banda na sua simplicidade e em conjugação com o público, o habitual…
O estádio estava repleto e com uma diversidade de gerações ao alcance de poucos. Eis que o concerto começa uns minutos depois, com o tema forte “Quem é quem”, muito bem recebido, bem como todos os que se lhe seguiram. A partir daí foi um desenrolar de hinos do rock português, passando por todos os álbuns. Destaque para os temas: Conta-me histórias (esquecida durante algum tempo, e um dos melhores temas da banda), Remar Remar (para muitos o melhor tema da carreira), Sangue na Cidade (com a excelente prestação de Pac Man), o set acústico que incluiu o inevitável Homem do Leme (com Camané na voz), Esta Cidade, Circo de Feras, Prisão em Si (brilhante) ou as festivas Chuva Dissolvente, Casinha, À Minha Maneira ou as prestações na voz de Zé Pedro com Submissão e Kalu com Sem Eira Nem Beira. Mas foi João Cabeleira quem mais se destacou pelo seu virtuosismo. Em excelente forma.
Uma nota menos positiva para o alinhamento foi a não presença de nenhum tema de 78-82 (o único álbum não apresentado) o que num 30º aniversário parece um pouco incompreensível (até pelo número de músicas dispensáveis do último álbum), bem como hinos como o 1º single Semen ou 1 de Agosto.
E assim se desenvolveu mais um episódio da história da banda e…das nossas vidas.

28 de Setembro de 2009

Green Day: Hoje no pavilhão Atlântico

Os Green Day de regressam hoje a Portugal nove anos após a primeira visita, para um concerto no Pavilhão Atlântico. Praticantes de um punk bastante acessível comercialmente, os Green Day têm granjeado bastante sucesso principalmente com os álbuns "Dookie" (1995) e "American Idiot" (2006). A tourneé que passa agora em Lisboa insere-se na promoção do recente "21st Century Breakdown" .

26 de Setembro de 2009

The Cult ao vivo: O ROCK DEVIA SER SEMPRE ASSIM

Os The Cult actuaram no passado dia 25 de Setembro no Coliseu de Lisboa, numa tourneé detinada a celebrar o clássico álbum "Love". E o mínimo que se pode dizer é que foi um concerto com C grande. Desde a introdução até ao final, o espectáculo foi vibrante quer da parte da banda quer do público.O início fez-se de uma introdução que junto com as imagens de fundo aludiu à imagética índia, desde sempre muito associada à banda. Com a entrada de rompante com "Nirvana", os Cult deram início à execução na íntegra daquele mítico álbum (excepto os temas bónus de certas edições). O espectáculo visual é assombroso e o público delira. "Big Neon" e o tema título mostram-se poderosos, com solos cortantes, enquanto que "Brother Wolf and Sister Moon" soou mágico na sua espiritualidade mística. Mas foi com "Rain" e "She Sells Sanctuary" que houve as grandes explosões da parte do público que enchia o Coliseu, entoando os riffs e ajudando o vocalista Ian Astbury nos refrões.
O guitarrista e compositor Billy Duffy (com as suas poses imagem de marca) e a restante banda mostram-se ireepreensíveis na execução técnica, as projecções vídeo no fundo do palco são excelentemente bem escolhidas e Ian Astbury continúa um mestre de cerimónias, apesar dos seus devaneios vocais ao vivo, incentivando o público e atirando panderentas para a plateia.
Depois de uma saída de palco, os Cult regressam para um encore potentoso num rodopio de sucessos - como "Wild Flower", "Sun King" e "Fire Woman", entre outras - recebidos esfusiantemente, para além da passagem pelos singles dos últimos álbuns: "Rise" (de "Beyond Good And Evil") e "Little Rock Star" (de "Born Into This"). Para o final ficou guardado o hino "Love Removal Machine" com o seu final em hardcore para a despedida.
A reacção dos fãs merecia por ventura um regresso mas as luzes do recinto acenderam-se em sinal de adeus definitivo. O público ainda estava ainda embasbacado com o fulgor da actuação. A execução do álbum em destaque neste espectáculo, "Love", soou maravilhosa, beneficiando da excelente qualidade das músicas, do seu alinhamento, da boa produção visual e do som mais sofisticado que agora ganham. O encore realizou-se num ambiente de clímax constante com êxitos em catadupa e, por isso mesmo, talvez tenha carecido de um tema calmo para ficar mais bem composto.
Em todo o caso, uma actuação quase perfeita a mostrar como se faz um verdadeiro concerto rock com talento e técnica.
Link vídeo aqui.

24 de Setembro de 2009

Fim de semana de eleições e não só...

Neste fim de semana, Lisboa vai assistir a 2 grandes concertos. O primeiro já amanhã, dia 25 de Setembro, no Coliseu de Lisboa. Trata-se do regresso dos The Cult ao nosso país, desta vez numa touneé dedicada ao clássico álbum da banda, "Love", que será interpretado na íntegra.
No dia seguinte, 25 de Setembro, os Xutos & Pontapés vão actuar no estádio do Restelo, num concerto que pretende assinalr os 30 anos da banda. Com um alinhamento que inclui êxitos de todos os tempos e alguns músicos convidados, o espectáculo promete também muitas surpresas a nível da produção cénica. Um espectáculo que promete ficar para a história. A 1ª parte é assegurada pelos Tara Perdida e pelos Os Pontos Negros.
E no Domingo, .... votar :)

22 de Setembro de 2009

Os melhores álbuns de sempre: THE CULT - «LOVE» (1985), «ELECTRIC» (1987), «SONIC TEMPLE» (1989)

Agora que se aproxima uma vinda deles ao nosso País, decidimos dedicar esta rubrica dos "Melhores Álbuns de Sempre" a 3 discos todos pertencentes ao mesmo grupo: os The Cult.
Estávamos em 1985 e, depois de vários trabalhos, em nome próprio ou com outros, em que se destacaram como pontas de lança do movimento gótico, os The Cult arriscam em lançar "Love" que marca claramente uma evolução para outras sonoridades. A produção, bastante admirada ainda hoje, foi uma pedrada no charco para altura, com o disco a soar como se de uma actuação ao vivo se tratasse, mas num local com muito eco , tipo uma igreja, o que lhe conferia uma aura de mistério. Basicamente, "Love" é um cruzamento de rock gótico mais obscuro com a energia do rock pós-punk mais optimista, feito por bandas como os U2 iniciais, Chameleons, Big Country,etc; acrescentando-lhe ainda influências do rock psicadélico dos anos 60. Tudo embrulhado num formato bastante acessível com ritmos surpreendentemente dançáveis (!?). Aqui aparecem pela primeira vez o estilo de canções gothic-pop depois popularizado por bandas como os The Mission, Gene Loves Jezebel, Héroes del Silencio, etc. É o caso de temas como "Nirvana", "Rain", "Hollow Men" e do hit "She Sells Sanctuary". "Love" marca também a reabilitação do efeito wha-wha na guitarra rock, que desde Jimi Hendrix praticamente só era usado noutros estilos. A canção "The Phoenix" é, neste particular, sublime, com um solo demoníaco que se estende ao longo de todo tema. Para completar, temos os temas mais calmos, "Brother Wolf..." e "Black Angel", marcados pelo forte romantismo (no sentido literário do termo), para além desse grande hino geracional que é "Revolution".
Depois da tour de "Love", os The Cult contratam o produtor Rick Rubin, então com um auspicioso início de carreira, e gravam aquilo que é capaz de ser a maior pirueta na carreira de uma banda. "Electric" é quase o contrário do disco anterior apesar de igualmente inspirado. Os ecos, o ambiente nocturno e o psicadelismo são agora substituídos por um som seco, directo e distorcionado, como se estivessem a tocar na nossa sala de estar. Numa linhagem AC/DC, todos os riffs são um verdadeiro murro no estômago, puro e duro. "Wild Flower", "Lil' Devil" e "Love Removal Machine" são clássicos intemporais , para além de outros como "Peace Dog", "Bad Fun" e "Outlaw", igualmente míticos, sem esquecer aquela que será, porventura, a melhor versão do clássico "Born To Be Wild". Com este álbum, e a tour que se seguiu, os The Cult conquistaram uma enorme base de fãs nos EUA sendo das bandas britânicas mais famosas do outro lado do Atlântico nas últimas décadas. Indispensável para qualquer motard que se preze, "Electric" colocou também os The Cult como um grupo incontornável para os fãs do metal/hard n'heavy.
Em 1989 é lançado o trabalho que acaba por ser uma espécie de síntese dos 2 anteriores e o álbum mais bem sucedido em termos de vendas dos The Cult. "Sonic Temple" representa o hard-rock na sua perfeição: composições talentosas, técnica soberba, letras inspiradoras, e uma produção espectacular (Bob Rock faz aqui o seu trabalho prévio ao Black Album dos Metallica). O guitarrista Billy Duffy e o vocalista Ian Astbury têm aqui as melhores prestações de sempre. Apesar de superficialmente o álbum ter a ver com a corrente hard-glam então em voga, a verdade é que estas canções e todo o alinhamento está muitas milhas à frente de tudo o que se ouvia e é, na prática, uma paradigma do que de melhor já se fez e fará na música rock. Desde os temas mais fortes e imediatos, como "Sun King", "Fire Woman" e "Sweet Soul Sister", até aos mais mid tempo, como "Edie" e "Wake Up Time For Freedom", não há nada que falhe neste disco. Quiçás o momento alto do álbum seja a sequência "Soul Asylum"/ "New York City" /"Automatic Blues": dois épicos, profundos e poderosos, com sucessivas camadas de guitarra e refrões dramáticos, intercalados por uma rockalhada no melhor estilo que retrata na perfeição o ritmo agitado daquela metrópole. Grandioso!
Os The Cult têm tido uma carreira de altos ("Beyond Good And Evil" de 2001 é um deles) e alguns baixos, algumas interrupções de carreira e a associação a outros projectos (como a participação de Astbury nos Doors XXI), para além de alguma intermitência na sua popularidade. Em todo o caso, os 3 álbuns aqui referidos ditaram modas e movimentos, influenciaram inúmeras bandas e, por isso, fazem parte da história da (boa) música.
(Nota: clicar nos links com o nome dos álbuns para ouvir)

20 de Setembro de 2009

CDs: Sugestões

Nelly Furtado – “Mi Plan”; LaRoux – “La Roux”; Mário Laginha e João Borges – “Cosmomelodias”; Regina Specktor – “Far”; Christian Courtin – “CC”; Christian Llingers Grund – “First Reason”; Orbital – “20”; Peixe:Avião - “Finjo a Fazer de Conta”; Lenka – “Lenka”; Bill Frisel – “Disfarmer”; God Help The Girl - “GHTG”; Vários – “Open Strings”; Kronos Quartet – “Floodplan”; The XX – “The XX”; Organs Of Admittance – “Luminous Night”; Emílio Santiago – “Feito para ouvir”; Noah and the Whale – “The First Days Of Spring”; The Vaselines – “Enter The Vaselines”.

16 de Setembro de 2009

Skinlab - "The Scars Between Us"

Os SKINLAB acabam de lançar o seu novo álbum, "The Scars Between Us"através da Stand and Deliver Records. Este disco quebra o celibato de sete anos sem lançarem um disco inédito de estúdio, já que o último foi "Revolting Room", lançado em 2002. O alinhamento do disco é o seguinte:
01. Face of Aggression
02. Amphetamine Gods
03. Scream at the World
04. Wolvesblood
05. Karma Burns
06. In For The Kill
07. Paper Trails
08. Still Suffering
09. Bloodclot
10. My Vendetta
11. The Scars Between Us.
Confere algumas faixas no MySpace da banda bem como o novo video-clip.


14 de Setembro de 2009

Discos: Hyubris - "Forja"

Os Hyubris acabam de editar o seu segundo álbum, 4 anos depois do seu primeiro trabalho em que puseram em prática a sua mistura de folk com metal de forma inspirada, alcançando, igualmente, o estatuto dos mais ilustres representantes nacionais do metal com voz feminina - que tanto furor tem feito por esse mundo fora nos últimos anos (embora eles já exitissem como este estilo antes do início do movimento). O colectivo conseguiu associar uma riqueza musical e um arrojo na abordagem de novas sonoridades sem paralelo no passado recente da história do rock feito em Portugal. Quatro anos se passaram, a banda evoluiu, cresceu, adicionou Paulo Jerónimo (gaita de foles) como elemento efectivo do grupo, abandonou as vocalizações em Inglês e surgem com o álbum "Forja" - estranhamente sem o apoio de uma editora.
A vocalista, Filipa Mota, está mais segura e com melhor controlo dos seus agudos, assumindo sem preconceitos a sua voz natural, a técnica dos músicos está melhor, as melodias estão mais efectivas, a componente lírica continua forte e a produção assume contornos de eleição (cortesia de Nuno Loureiro, com masterização de Mika Jussila dos Finnvox Studios). A utilização de instrumentos tradicionais, como a gaita de foles, a flauta e a guitarra portuguesa, entre outros, continúa, misturada com os intrumentos clássicos do rock. Em termos de composição, a banda incorpora no seu metal melódico fortemente inspirado na tradição folk alguns apontamentos de metal sinfónico (Ode à Luna) , progressivo (Pedaço de Céu) e até algo próximo da polka (Ominorej), o que só vem engrandecer a qualidade desta obra.
A maior focalização na arte de fazer boas canções no seu estilo, aliado à excelente produção, faz deste trabalho um grande passo em frente para a banda e um dos álbuns do ano a nível nacional e, no estilo, a nível internacional.

Site: http://http://www.blogger.com/www.hyubris.com/ Como aperitivo, eis um tema do primeiro álbum:

10 de Setembro de 2009

Rammstein: o regresso já tem data

Após quatro anos de espera, o Rammstein já tem uma data definida para o lançamento de seu próximo álbum: 16 de Outubro. Será o sexto trabalho da carreira da banda e intitular-se-á "Liebe ist für alle da" ("O amor é para todos"). As informações oficiais ainda não dão detalhes de versões ou faixas bonus, mas o guitarrista Paul Landers disse em entrevista que haveria uma edição limitada com três faixas bônus, que também seriam lançadas em singles.
Antes disso, os fãs já podem contar com o lançamento do single "Pussy" a 18 de Setembro, que contará com as faixas "Pussy" e "Rammlied".

8 de Setembro de 2009

Paradise Lost: novo álbum no final do mês


"Faith Divides Us - Death Unites Us" é o título do novo álbum, e do novo video-clip dos Paradise Lost, que será lançado nos dias 28 de Setembro e 6 de Outubro na Europa e EUA respectivamente, pela Century Media Records.

6 de Setembro de 2009

DIVINE HERESY - «BRINGER OF PLAGUES»

Enquanto não avança com o regresso dos Fear Factory (dependente de um conflito judicial), Dino Cazares continúa com os seus Divine Heresy que acabam de lançar o seu segundo trabalho "Bringer of Plagues". Tal como anunciado, o álbum é um passo em frente em termos de agressividade, aproximando-se agora de correntes mais extremas como o death metal, em detrimento do metalcore do álbum anterior com mais influência dos já citados Fear Factory.
Aqui fica o primeiro avanço do disco, o brutalíssimo "Facebraker":

4 de Setembro de 2009

Them Crooked Vultures: 33 segundos de nova música

A banda THEM CROOKED VULTURES apresentou um vídeo dos seus ensaios com o som um tema do grupo intitulado “Nobody Loves Me And Neither Do I”. Os THEM CROOKED VULTURES é um projecto constituído pelos musicos Josh Home na guitarra e voz(Queens of The Stone Age), Dave Grohl na bateria (Foo Fighters e ex-Nirvana) e John Paul Jones no baixo (dos míticos mestres Led Zeppelin).
Por sua vez, o site da banda, ainda em construção, faz lembrar uma primeira página de um jornal antigo (nomeadamente uma espécie de "The New York Times").

30 de Agosto de 2009

NEVERMORE: Em estúdio a gravar novo álbum

Os NEVERMORE já se encontram a gravar o seu novo álbum, de título provisório "The Obsidian Conspiracy", depois de um tempo de intervalo em que alguns dos seus músicos aproveitaram para gravar trabalhos a solo.
Peter Wichers, dos Soilwork, é o produtor do disco, enquanto que a mixagem estará a cargo do guru Andy Sneap (habitual colaborador das principais bandas do metal actual).
O álbum será editado previsivelmente em Janeiro de 2010 e uma nova tourneé mundial estará prevista iniciar-se na primavera.

28 de Agosto de 2009

40 FACTOS INACREDITÁVEIS DO ROCK

"Terry & Julie", mencionados na letra "Waterloo Sunset" de 1967 da banda THE KINKS, são possivelmente os atores Terence Stamp e Julie Christie.
DAVID BOWIE, também conhecido como Robert David Jones, teve aulas de arte com Owen, pai de seu velho amigo e também lenda do rock Peter Frampton, no Bromley Technical School.
DAVID BOWIE rejeitou tanto uma Ordem do Império Britânico (em 2000) quanto um título de cavaleiro (em 2003).
Os RAMONES tiraram o nome da banda de um pseudônimo usado por Paul McCartney quando dava entrada nos hotéis em seu período nos BEATLES: Paul Ramone.
Já imaginou o que inspirou o primeiro sucesso do WHAM em 1984, "Wake me up Before You Go Go"? Era um cartaz que Andrew Ridgeley colocava na porta de seu quarto para sua mãe, para lembra-la de o acordar antes de sair para o trabalho.
Brian Jones, guitarrista do ROLLING STONES que morreu em sua piscina no dia 3 de Julho de 1969, tocou oboé na música "Baby You're a Rich Man" dos BEATLES, na trilha sonora de "Magical Mystety Tour" em 1967.
A banda EMERSON, LAKE & PALMER em sua infame turnê de 1977 levou uma equipe de 63 roadies, incluindo um instrutor de karatê para Palmer e um médico particular. Também há rumores de que eles tinham um "roadie do tapete", que tinha o trabalho de transportar e estender o tapete persa que Lake levava para os shows. Ah, eles tambêm levavam junto uma orquestra com 70 membros.
O agente Tom Parker, antes do sucesso com seu pupilo ELVIS PRESLEY, comandou uma apresentação de galinhas dançantes.
Em Janeiro de 2002, "My Sweet Lord" de George Harrison substituiu "More Than a Woman" de Aaliyah no Top 1 dos singles no Reino Unido. Foi a única vez na história que um artista falecido tomou a primeira posição de outro artista falecido.
Frank Sinatra sempre contou às pessoas que "Something" era sua música favorita de Lennon-McCartney. Porém, a música foi escrita por George Harrison.
John Lennon uma vez cantou em um microfone coberto por uma camisinha para se proteger de choques elétricos. Ele estava tentando conseguir um som embaixo d'água para o hit dos BEATLES "Yellow Submarine" de 1966, mas ele nunca utilizou essa estranha gravação.
John Lydon dos SEX PISTOLS e sua mulher Nora tinham passagens para o vôo de Lockerbie que explodiu por uma bomba terrorista em 1988. Perderam o vôo pois Nora não conseguiu embarcar suas bagagens a tempo. Os FOUR TOPS também deveriam estar neste vôo, porém o perderam por conta de uma sessão de gravações atrasada.
O primeiro CD produzido nos Estados Unidos foi o lançamento comercial de BRUCE SPRINGSTEEN "Born in the USA" em 1984.
Formado em 1980, o REM levou nove anos até chegar ao top 40 do Reino Unido, com "Orange Crush" de 1989.
Alex Kapranos e Nick McCarthy dos FRANZ FERDINAND encontraram-se quando o último tentou roubar a bebida de Kapranos em uma festa em Glasgow em 2001. O resto, como eles dizem, é história.
Quando "Dark Side of the Moon" do PINK FLOYD finalmente deixou o Hot 200 da Billboard em Outubro de 1988, ele marcou o récorde de 741 semanas na lista.
Durante as sessões de "Black Holes and Revelations", o MUSE matou o tempo pegando alguns louva-deus vivos, os prendendo a foguetes e lançando em direção aos céus.
"Columbia", música dos OASIS de 1994, contem um sample do político trabalhista Tony Benn.
Noel Gallagher fez uma aparição com o INSPIRAL CARPETS no Festival de Reading em 1990. Ele era uma das partes de uma vaca que entrou no palco durante o show - Gallagher também foi um roadie da banda.
Crescendo em Indiana, Axl Rose ia à igreja oito vezes por semana, cantava no coral e ensinava na escola de catecismo aos domingos. Provavelmente sem as calças coladas que usaria depois.
O hábito do baterista Keith Moon de explodir banheiros com fogos de artifício fez com que ele fosse banido das redes de hotéis Holyday Inn, Sheraton e Hilton até o fim de sua vida.
O verso "I am the eggman" na música "I am the Walrus" dos BEATLES se refere a Eric Burdon do THE ANIMALS, que tinha o hábito de quebrar ovos nos peitos das groupies.
O pai de Albert Hammond Jr. escreveu o clássico hit de 1987 "Nothing's Gonna Stop Us Now" do STARSHIP, que apareceu no filme "Mannequin" de Cher.
O único membro do ZZ TOP que não tem uma barba é Frank Beard.
O KAISER CHIEFS têm esse nome por causa do clube de futebol Sul Africano onde jogou o capitão do Leeds, Lucas Radebe. A banda é grande fã do Leeds United e em 2008 tocou no estádio do time, Elland Road.
O vídeo do single de 1991 "Unfinished Sympathy" do MASSIVE ATTACK foi dirigido por David Lynch da famosa série norte-americana "Twin Peaks".
O SMITHS foi forçado a mudar sua capa do single de 1984 "What Difference Does It Make?" depois que o ator Terence Stamp se negou a ceder sua imagem. Ele foi substituído por Morrissey.
O sucesso do AEROSMITH de 1998 "I Don't Want To Miss A Thing", usado no filme "Armaggeddon", foi originalmente escrito para Celine Dion pelo compositor Diane Warren.
O SUPER FURRY ANIMALS teve ninguêm menos do que Paul McCartney para mastigar aipo na sua música de 2001 "Receptacle for the Respectable", que aparece no álbum "Rings Around the World".
Os sons que você escuta quando usa o Windows Vista foram criados por Robert Fripp, lenda do rock progressivo e frontman do KING CRIMSON.
O single "Elephant Stone" de 1988 do STONE ROSES foi produzido por Peter Hook, baixista do NEW ORDER e lenda do rock de Manchester.
O clássico "Pet Sounds" do BEACH BOYS de 1966 foi nomeado depois de algo que Mike Love disse quando Brian Wilson mostrou a ele o novo material. "Quem diabos irá escutar isso?" ele perguntou, "as orelhas de um cachorro".
"London Calling" era parte de uma frase de efeito em um serviço de rádio da BBC no período da guerra ("Bom dia América, esta é Londres chamando"). Uma das músicas mais famosas do THE CLASH, com as letras compostas por Joe Strummer, tinha esse título.
O KILLERS tem esse nome por causa da banda ficcional que o NEW ORDER apresentou no vídeo do single "Crystal" de 2001.
Dave Grohld do FOO FIGHTERS tem o símbolo de seu herói John Bonham do LED ZEPPELIN tatuado em seu braço.
O MOTORHEAD, a banda mais barulhenta do mundo, era para ser originalmente chamada Bastard, algo que a banda italiana tributo a eles conhece, sendo conhecida como Bastradi. Outras bandas tributo são chamadas Motorkill, Overhead, Mauro Tolot Kilnister e Lemmy's Wart.
"Aqui estamos agora, divirta-nos" era o que Kurt Cobain dizia toda vez que entrava em uma festa para "quebrar o gelo". Ele depois utilizou essa frase no refrão do hit "Smells Like Teen Spirit" de 1991.
O solo de guitarra no meio do hit "Beat It" de MICHAEL JACKSON veio como cortesia de não outro senão Eddie Van Halen. Slash participa em "Black or White".
O padrasto de Mark Ronson é o FOREIGNER Mick Jones, o homem por traz de alguns hinos do soft rock dos anos 80 como "Cold As Ice" e o número 1 do Reino Unido "I Want To Know What Love Is".
O guitarrista de OZZY OSBOURNE, Randy Rhoads, foi morto quando era um passageiro em uma pequena aeronave tentando voar perto do ônibus da turnê da banda, mas que na verdade acabou atingindo a traseira do ônibus, perdendo o controle, e colidindo com uma construção.

24 de Agosto de 2009

FESTIVAL DA ILHA DO ERMAL - 28 a 30 de Agosto

Realiza-se nos próximos dias 28 a 30 de Agosto o Festival da Ilha do Ermal, perto de Vieira do Minho (distrito de Braga). dedicado essencialmente a sons de maior peso, os destaques do evento vão para as actuações dos brasileiros Sepultura, dos Blind Guardian, dos Obituary e dos Pestilence, para além de um extenso rol de bandas portuguesas de grande qualidade. A programação total do concerto é a seguinte:
28 de Agosto: Obituary, Firewind, Textures, Disbelief, Dark Moor, The Temple, One Man Army and the Undead Quartet, Thanatoschizo, Desire, Witchbreed, Killem, Seregon, Confront Hate, Decrepidemic, Solid Spectrum.
29 de Agosto: Sepultura, Pestilence, Korpiklaani, Hatesphere, Nightrage, Heavenwood, The Firstborn, W.A.K.O., Wykked Wytch, Concealment, E.A.K., De Profundis, My Enchantment, Assassinner, My Eyes Inside.
30 de Agosto: Blind Guardian, Angra, Nightmare, RAMP, Thunderbolt, Men Eater, Deville Pitch, Black Gauntlet, Switchtense, Crushing Sun, Sound Storm, Angriff, Minim, Duelo Eterno.
No dia 27 acontece a recepção ao campista com uma actuação da banda de covers RCA.

22 de Agosto de 2009

Cds - Últimos lançamentos

Wilco – “Wilco”; The Sa-Ra Creative Partners – “Nuclear Evolution: The Age of Love”; Mulatu Astatké & The Heliocentric – “Inspiration Information”; Dirty Projectors – “Bitte Orca”; “The Strange Boys” – “The Strange Boys…”; M. Ward – “Hold Time”; Florence And The Machine – “Lungs”; Madredeus – “Nova Aurora”; Andrew Thorn - “Brutes on the Quiet”; God Help The Girl – “G.H.T.G.”; Major Lazer – “Guns Don’t Kill People… Lazers Do”; d3o – “Exposed”.

20 de Agosto de 2009

Perdidos no tempo: MY SISTER'S MACHINE

Os My Sister's Machine são um grupo de Seattle que teve uma existência fugaz em plena euforia grunge no início dos anos 90. No entanto foram os autores de um dos álbuns de culto daquele movimento: "Diva", de 1992. Com este disco, os My Sister's Machine estrearam-se com um som grandioso: sucessivas camadas de guitarra em riffs constantes e solos de wha-wha, ritmos endiabrados e uma voz poderosíssima. O álbum foi produzido pelo nosso bem conhecido Ronnie Champagne - que produziu no nosso País trabalhos de Xutos & Pontapés e de Blind Zero, para além de ter sido músico de apoio dos primeiros numa determinada fase da sua carreira (lembram-se do concerto dos 20 anos?).
Um tipo de som com que qualquer ouvinte identifica de imediato os My Sister'sMachine é o dos Alice Im Chains. No entanto, a banda tem ainda bastantes influências do melhor hard-rock que se fazia na altura (Stone Temple Pilots, early Guns N' Roses..) assim como semelhanças com grupos que depontaram posteriormente (Godsmack, Paradise Lost,..).
O pouco sucesso do seu segundo álbum (o desinspirado "Wallflowers") precipitou o final da banda que, assim, não logrou alcançar um nível razoável de sucesso. No entanto, foi o suficiente para nos terem deixado o muito recomendado álbum já citado e grandes temas como "Love at High Speed", "Diva", "Wasting Time" e "I'm Sorry", entre outros.
Clique aqui para ouvir.

16 de Agosto de 2009

Super Bock Surf Fest - Link para reportagem

E o Super Bock Surf Fest, realizado em Sagres nos dias 13 e 14 de Agosto foi um sucesso com Nouvelle Vague, Nithin Swaney entre outros. Aqui vai um link com fotos do evento: http://blitz.aeiou.pt/?p=stories&op=view&fokey=bz.stories/50163

15 de Agosto de 2009

Pioneiro da guitarra morre aos 94 anos

Morreu o pioneiro da guitarra eléctrica Lester William Polfus, mais conhecido por Les Paul. Aos 94 anos, o músico não resistiu esta quinta-feira a uma pneumonia no Hospital White Plains, em Nova Iorque.
Les Paul foi inventor de vários modelos de guitarra que, em 1952, a Gibson Guitar começou a produzir. Jimmy Page, Pete Townsend, Carlos Santana, Neil Young, Lenny Kravitz, Eric Clapton ou Zack Wilde estão entre os artistas que usaram os instrumentos Les Paul.
Além da guitarra de corpo sólido, o músico foi responsável pela invenção do gravador em canais diferentes, algo que permitiu a gravação de vários instrumentos em momentos distintos.
Enquanto músico contou com 36 discos de ouro no período entre 1949 e 1962.

13 de Agosto de 2009

Super Bock Surf Fest - 13 e 14 de Agosto

Na agenda dos festivais de Verão poucos entram mais no espírito da estação do que o Super Bock Surf Fest, que apresenta vários tipos de música e tem a paisagem natural da praia do Tonel, em Sagres, como pano de fundo. Nesta quarta edição, que decorre hoje e amanhã, o cartaz distribui-se por dois palcos e volta a apostar na música do Mundo, na nova electrónica e no reggae.
O serão inicia-se hoje com Kumpania Algazarra (19h00), Babylon Circus (19h50) e Asian Dub Foundation (20h55). Os cabeças-de--cartaz são o alemão Gentleman (22h15), que usa o reggae como cartão-de-visita, e o anglo-indiano Nitin Sawhney, com música de fusão.
O evento prossegue amanhã com Soul of Fire (18h30), Nouvelle Vague (20h15), Easy Star All Stars (22h55) e a dupla 2 Many DJs (00h15). Já Ziggi (19h15) substitui a nigeriana Nneka, que cancelou a sua participação.

11 de Agosto de 2009

Festival Rock One - Link para notícia

Leia aqui uma crítica ao festival Rock One que decorreu nos dias 5 a 8 de Agosto no rockódromo de Portimão com a presença de Linkin Park, Bloc Party e Offspring: http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=96803

10 de Agosto de 2009

Faith No More no festival Sudoeste: ABENÇOADA LOCURA ÉPICA!

Não há palavras! É sempre maravilhoso quando artistas verdadeiramente arrojados e talentosos decidem voltar ao activo para nos oferecerem um concertão destes que nos deixam totalmente atordoados. Um autêntico espectáculo no sentido mais lato da palavra.
Os Faith No More regressaram a Portugal para uma actuação no festival Sudoeste, na Zambujeira do Mar, no passado dia 8 de Agosto. Ao contrário do publicitado, a audiência não estava conquistada à partida. Tirando uma boa fatia de público que se concentrou à frente do palco, havia uma atitude de expectativa em grande parte dos presentes no Festival.
As desconfianças aumentaram quando a banda entra em palco de fato a rigor com o tema, muito easy-listening, "Reunited" de Peaches & Herb. Mas quem é fã de longa data já sabe o que a casa gasta, pois logo em seguida atacam "Land Of Sunshine" uma das canções que mais simbolizam o estilo aventureiro e louco da banda de San Francisco. A mutação nota-se ainda mais no vocalista Mike Patton. De crooner romântico passa para esgares metaleiros em questão de segundos.

O teclista Rody Button solta um «como 'fuckin' vais» e Mike Patton canta uma versão integralmente em português de "Evidence". Fantástico, apesar da pronúncia.
Os hits "Last Cup Of Sorrow", "Ashes To Ashes" e "Midlife Crises" foram muito bem recebidos, com o vocalista a deixar o público cantar o refrão nesta última sem nenhum instrumento a acompanhar. Com as calmas "Easy" e "I Starded a Joke" a audiência entrou em delírio, acompanhando as coreografias de Patton.
A atitude o vocalista é sempre jocosa e provocante, como quando se meteu com um espectador que envergava uma máscara de cirugião. De resto a referência a Portugal e as provocações bem humoradas ao público foram uma constante. Espectacular é a energia em palco de Patton em conjugação com o admirável nível vocal, por vezes melhor ainda do que nos discos, para além de todos os pequenos pormenores, ruídos etc. e da presença e sentido de comunicação que são contagiantes. Apesar da importância do cantor, os músicos são também de uma qualidade excepcional, nomeadamente Billy Gould, com os seus riffs de baixo e passagens, que juntamente ao rigoroso Mike Bordin na bateria asseguram a base rítimica e boa parte da criatividade deste grupo. O teclista, por seu lado, mantém a sua importância na música da banda, para além dos backing vocals e de substituir às vezes Patton como comunicador oficial do grupo. O guitarrista John Hudson mantém a postura discreta, mas nem por isso deixa os seus créditos por mãos alheias no que respeita à impecável execução dos temas.
Na parte final da canção "King For A Day", o grupo deriva para um improviso, com Patton a manipular a caixa de efeitos de voz e a sonoridade geral a aproximar-se de um ambientalismo psicadélico que nunca tínhamos ouvido antes, o que pode significar um prenúncio de novas abordagens num eventual regresso do grupo aos originais.
O final da actuação principal foi já em êxtase, com a totalidade do público rendido e conquistado,desfilando "Be Agressive", o fantástico "Epic" e "Just A Man" com Patton a envergar um chapeu de palha atirado por um espectador e a descer até junto da plateia incentivando os presentes a cantar.

Para o encore ticvemos um inenarrável "Charriots Of Fire" de Vangelis, com Patton a simular um atleta em câmara lenta, um espectacular de "Stripsearch", com os teclados bem salientes ao contrário de outros temas em que pareceram um pouco baixos, e "Ugly In The Morning", um tema que exmplifica bem o "som Faith No More": sessão rítmica deambulante (impossível ficar quieto), mudanças de ritmo rápidas, e a voz a alternar a melodia com palavras de ordem berradas. «Do you want some 'mais'?» atirava o frotman. Depois do instrumental "Midnight Cowboy", com Patton a acertar umas ao lado na gaita («aouch!»), o vocalista anuncia que tem que redimir-se e executam "We Care A Lot" com a garra toda e a audiência a correponder entoando o tema quase todo. O público, à semalhança das outras saídas de palco, ainda gritou e cantou mas a banda depediu-se ao som de «olé, olés».
O futuro dos Faith No More ainda é uma incógnita mas, para já, o regresso foi mais que justificado, efectuando uma actuação de encher o olho que deve ter deixado as gerações mais novas de boca aberta tal a energia e criatividade transmitidas. O que mais impressiona neste grupo é o seu conceito que se pode classificar de "música total": beneficiando da versatilidade dos seu vocalista e dos talento dos seus músicos, os Faith No More são daqueles raros artistas que apostam em preencher a paleta inteira de gostos de um ouvinte médio. Do funk e do metal ao easy-listening e ao rock sinfónico, os Faith No More abarcam todos estes estilos, tudo com muita coesão e um elevado sentido pop que acaba por ser o que atrai as multidoões.

8 de Agosto de 2009

Freebass reúne os baixistas Peter Hook, Andy Rourke e Mani

Peter Hook, ex-baixista dos New Order e dos Joy Division, confirmou que tem trabalhado com os (também) baixistas Mani (Primal Scream e ex-Stone Roses) e Andy Rourke (ex-Smiths) no projeto chamado Freebass. Tim Burgess, vocalista dos Charlatans, já gravou uma canção para o Freebass, e Ian Brown (ex-Stone Roses) e Liam Gallagher (Oasis) também devem contribuir. «Temos outras pessoas para trabalhar conosco, como Pete Wiley e Ian McCulloch (Echo & the Bunnymen)», garante Peter Hook. Segundo Hook: «Chamamos alguns amigos, o que tem sido bom».

7 de Agosto de 2009

Sugestões de cds: Últimos lançamentos

Rodrigo Leão & Cinema Ensemmble– “A Mãe”; Little Boots – “Hands”; Faith No More - “The Very Best…”; Gomo – “Nosy”; Sonic Youth – “The Eternal”; Grizzly Bear – Vecaktimest”; Elvis Costello - “Secret, Profane & Sugarcane”; Dirty Projectors – “Bitte Orca”; Scott Matthew- “There Is A AOcean To Divide”; Os Tornados – “Twist do Contrabando”; Bat For Lashes – “Two Suns”; The Sa-Ra Creative Partners – “Nuclear Evolution: The Age of Love”; Mulatu Astatké & The Heliocentric – “Inspiration Information”; Manic Street Preachers – “Journal For Plague Lovers”.

6 de Agosto de 2009

Festival Sudoeste: O REGRESSO DOS FAITH NO MORE

Os Faith No More são, quase consensualmente, o maior atractivo do Festival Sudoeste de 2009, onde também despontam Buraka Som Sistema, Mariza e Lilly Allen, entre outros. Aproveitamos aqui para contar um pouco da história de uma das bandas mais revolucionárias e criativas de sempre:

O grupo surgiu em 1982 quando Roddy Bottum (teclas), Mike Bordin (bateria) e Billy Gould (viola-baixo), que já tocavam juntos, recrutaram Jim Martin para a guitarra. O nome vem fdeum trocadilho com a sua antiga banda (Faith The Man), no entanto muitos fãs interpretam o nome como uma espécie de lema da agnóstica geração x.
Diversos músicos ocuparam a vaga de vocalista nesta fase - de entre eles Courtney Love - até ficar Chuck Mosley, que participaria nos dois primeiros discos da banda: We Care a Lot, de 1985, e Introduce Yourself, de 1987. Mosley foi demitido em 1988 oficialmente por ser alcoólico e ter causado problemas nalguns concertos da banda. No entanto, muitos acreditam que o real motivo foi o facto de ser um vocalista limitado. Mike Patton, que em pouco tempo se tornaria o líder e a figura mais emblemática do grupo, entrou nos Faith No More poucas semanas antes das gravações do disco "The Real Thing" por indicação de Jim Martin, que havia ouvido uma fita demo da banda de Patton, os Mr. Bungle.
O álbum "The Real Thing", lançado em 1989, é um verdadeiro divisor de águas na carreira do grupo, com canções mais bem resolvidas e com o carisma de Mike Patton a contribuir para transformar o Faith No More num grande sucesso comercial. Uma canção grandemente responsável pela transição foi "Epic" que, com seu arranjo grandioso que faz jus ao título, vocalização rap e refrão orelhudo, chegou ao nono lugar no top de singles da Billboard e teve o vídeo musical exibido à exaustão na MTV. Com mais dois singles de sucesso, a "Falling to Pieces" e "From Out Of Nowhere", o disco The Real Thing chega ao décimo primeiro lugar na top e atinge um milhão de cópias vendidas nos Estados Unidos. Internacionalmente, o sucesso da banda foi ainda maior, exponenciado pelo álbum ao vivo "Live At Brixton Academy".
Uma das características das apresentações ao vivo do Faith No More é o hábito das covers insólitas. Ainda antes do sucesso, a banda tocava a improvável "Pump Up the Jam" dos Technotronic, apenas para infernizar suas platéias. Em "The Real Thing", o grupo incluiu a cover de "War Pigs" dos Black Sabbath, que atraiu a atenção e o respeito do público do heavy metal.
Depois de dois anos de tourneé, estava na hora de pensar no próximo disco. Sob grande expectativa, "Angel Dust" foi lançado em 1992 e apontava para outras direções. O álbum era um caldeirão de especiarias um cruzamento de múltiplos estilos, sons e estados de espírito, que acabava por soar, apesar de tudo, muito coeso pelo espírito de aventura e arrojo que transmitía. O grupo apostou em sonoridades inusitadas longe do hit fácil e com isso deu início a uma nova corrente que acabaria por influenciar grande parte do espectro musical: o crossover, o romper das fronteiras entre os estilos musicais - do rock com a dança, do metal com o hip hop, etc. Mike Patton participou em todo o processo criativo do disco e pôde exercitar todo o seu experimentalismo e gosto pelo bizarro. Musicalmente, a banda mostrava evolução, incorporando elementos eletrónicos e sons de sintetizador mais diversificados, proporcionando uma atmosfera cinematográfica a algumas canções.
O lugar privilegiado dos Faith No More nos tops era garantido pelos singles "Midlife Crisis" e "A Small Victory". O terceiro single de "Angel Dust" foi para uma canção que na verdade não estava no disco: "Easy", o cover dos Commodores que a banda já executava ao vivo e que finalmente ganhou uma versão de estúdio. "Easy" foi devidamente incluída em Angel Dust posteriormente.
"Angel Dust" rendeu mais uma tourneé gigantesca pelo mundo todo que durou cerca de dois anos, onde eles, além de promover concertos próprios, actuaram em festivais e abriram para os Metallica e para os Guns N' Roses na mega tour "Use Your Illusion". Ao invés de encarar o compromisso como oportunidade de atrair novos públicos, os Faith No More eram eles próprios, provocando a audiência com sessões de garrafada, insultos e piadas sarcásticas, principalmente através de Patton. Algum públicomais superficial não entendia a postura contra-cultura da nova fase mas, por outro lado, essa atitude ajudava a crescer um verdadeiro culto à volta da banda.
Com a saída de Jim Martin, logo após a tour, os Faith No More contrataram Trey Spruance, colega de Patton nos Mr. Bungle, para gravar o novo álbum. Posteriormente, Trey acaba por não participar na tour e os Faith No More convocam o então roadie Dean Menta para fazer o trabalho ao vivo das guitarras.
"King for a Day… Fool for a Lifetime" foi um novo passo para a banda, como não poderia deixar de ser dado a sua postura sempre criativa. O álbum apostava em sonoridades mais crua e mais pesada, incluindo muito menos sons electrónicos. As canções acabavam por soar muito mais concisas e directas, revelando, também, um alto nível de inspiração. A radicalidade e o choque continuavam no entanto, com a amplitude estilística a continuar. Temas como "Ricochet", "Evidence", "King For A Day", "Just A Man" são tornaram-se clássicos dos FNM enquanto que outros mais pesados, como "The Gentle Art Of Making Enemies", dedicada a Jim Martin, e "Digging The Grave" revelam também uma enorme qualidade. A este lançamento é atribuído o título de precursor do género nu metal em que as bandas deste estilo seguidamente citaram-no como grande influência no método de composição e delineação sonora daquele movimento.
Entretanto, os trabalhos paralelos dos integrantes dos Faith No More crescia. Patton entrou de cabeça no avant-garde, lançou outro trabalho a solo e elevou o status de adoração dos Mr. Bungle com turnês expressivas. O baterista Mike Bordin tocou com Ozzy Osbourne, Roddy Bottum estreou sua banda Imperial Teen. Os rumores sobre um possível fim da banda tomavam proporções maiores e coube ao baixista Billy Gould segurar a bandeira do quarteto. Partiu dele a iniciativa de convidar o amigo John Hudson, da banda System Collapse, para assumir as guitarras no novo disco a ser gravado.
Em pleno auge da onda da música eletrónica, foi escolhido o produtor Roli Mosimann, para produzir "Album Of The Year". Essa influência eletrónica viria a marcar algumas faixas do álbum como o magnífico "Stripsearch" e a grande gama de remixes lançados como lados-b do álbum. Notava-se também uma preocupação em alcançar a sonoridade onde os teclados passavam novamente a exercer um papel importante onde os teclados passavam novamente a exercer um papel importante, como no espectacular "Last Cup Of Sorrow". O legado mais metal apareceu em faixas como "Collision" e "Got That Feeling". Em geral, o álbum apura a arte em fazer boas composições, condensando os excessos de Mick Patton e focalizando a diversidade estilísticana arte de fazer grande canções, como "Helpless", "Pristina", etc. Tudo isto mantendo o estilo inconfundível dos FNM, não sendo necessario chocar para isso acontecer. Em suma, mais um clássico na discografia da banda.

Os últimos meses do Faith No More caracterizaram-se por uma grande reverência às suas apresentações ao vivo. Os rapazes passaram a apresentar o que muitos defendem ser os melhores shows da sua carreira, mezclando canções novas com material antigo continuaram a arrecadar uma leva impressionante de fãs, apesar do disco não ter um impacto nos tops por aí e além. Com Mike Patton no auge de seu talento vocal e a banda para lá de experiente, os FNM vestiam literalmente o fato e a gravata para destilar as suas canções de uma maneira altamente empolgante.
Mas os diferentes carácteres criativos dos seus membros vieram ao de cima, tomando proporções insuperáveis, e foi anunciado, perante a surpresa geral, o encerramento de actividades da banda, tão somente 2 semans de pois dos seu últimos concertos ... no Porto e em Lisboa curiosamente.
11 anos depois, os FNM retomaram atividades em Maio deste ano, com espectáculos marcados na Europa. É essa tourneé que passa no próximo dia 8 na Zambujeira do Mar.
O legado desta banda é indiscutível, tendo influenciado dezenas de artistas da atualidade, não sendo raro encontrar músicos que referenciam os álbuns do FNM como melhores da década passada. Acima disso, há também o espírito da canção desafiadora, do não-conformismo com o sucesso fácil que os Faith No More viveram na pele e fazem questão de trazer para os terrenos mainstream.

5 de Agosto de 2009

Líderes dos Foo Fighters e Queens of the Stone Age e baixista dos Led Zeppelin em «super banda»

Dave Grohl, dos Foo Fighters, Josh Homme, dos Queens of the Stone Age, e John Paul Jones, dos Led Zeppelin, formaram uma «super banda» e já estão a trabalhar em estúdio.
Segundo o site AntiQuiet, os três músicos estão a gravar um disco em Los Angeles. A mulher de Homme, Brody Dalle (Spinerette, ex-Distillers), revelou que a banda está a trabalhar num projecto «espectacular». «São batidas e sons nunca antes ouvidos», acrescentou.
Os rumores sobre a parceria remontam a 2005, altura em que o próprio líder dos Foo Fighters disse à revista «Mojo» que estava a pensar em iniciar um projecto com Josh Homme na guitarra e John Paul Jones no baixo. Dave Grohl assume as funções de baterista, posição na qual ficou conhecido nos Nirvana.

3 de Agosto de 2009

Festival Paredes de Coura 2009 - Link para crítica

O festival Paredes de Coura decorreu nos passados dias 29 de Julho a 1 de Agosto, por entre alguma chuva e muito boa música.
Segundo opinião generalizada, os mais aplaudidos foram os Franz Ferdinand, os Nine Inch Nails e Jarvis Cocker. Uma crítica ao evento pode ser lida aqui.

2 de Agosto de 2009

Festival Rock One 2009 - 5-8 de Agosto em Portimão

O Festival Rock One vai ter a sua primeira edição este ano. Realiza-se no Autódromo Internacional do Algarve em Portimão durante os dias 5, 6, 7 e 8 de Agosto.
Mais um festival com música para todos os gostos que se realiza numa zona conhecida pelas praias e pela presença de turistas.
Até ao momento está confirmado o seguinte cartaz:
Dia 1 - 05/08:Linkin Park (21h30), James Morrison (00h40), Klepth (23h20) e Fonzie (20h30)Felix Da HouseCat
Dia 2 - 06/08:Bloc Party (00h40), Os Pontos Negros (22h50), Dub Inc. (21h30) e Mia Rose (20h30)Booka Shade
Dia 3 - 07/08:James (22h50), The Water Boys (00h40), Bjorn Again (21h30) e Ana Free (20h30)Diego Miranda
Dia 4 - 08/08:The Offspring (00h40), My Bloody Valentine (22h50), Tara Perdida (21h30) e The Doups (20h30) W.L.G.

31 de Julho de 2009

Devin Townsend Project: novo videoclip

"Coast", o novo vídeo dos DEVIN TOWNSEND PROJECT, pode ser visto abaixo. O clip foi dirigido por Konrad Palkeiwcz. A música é retirada de "Ki", o primeiro de uma série de álbuns do aclamado músico e produtor canadiano Devin Townsend (STRAPPING YOUNG LAD, STEVE VAI, LAMB OF GOD, DARKEST HOUR, GWAR).

30 de Julho de 2009

Os melhores álbuns de sempre: PARADISE LOST - «ONE SECOND» (1997)

Os Paradise Lost são considerados das bandas, se não "a" banda, que institui o que se chama o gothic metal e que produziu vários álbuns marcantes dos quais se destaca o mítico "Icon" (de 1993) - que poderia estar nesta rubrica - e que os levou a serem considerados das melhores bandas de metal britânicas de sempre. Por tudo isso, o grupo é idolatrado ainda hoje por muitos fãs do género, apesar de entretanto terem editado vários álbuns menores, uns por caírem num comercialismo descabido outros por revelarem alguma falta de frescura.
Sensivelmente a meio deste processo quando a sua carreira respirava um sucesso razoavelmente massivo, o grupo edita aquele que é um dos álbuns que melhor mistura o rock com a electrónica. Estávamos no apogeu da música electrónica que dominou o final dos anos 90 e os Paradise Lost arriscam pintalgar os seu gothic-metal com os sons mais inovadores que se ouviam na altura, ao mesmo tempo que investem num formato de canção baseado naquele estilo de pop melancólica tão celebrizada por bandas como os Depeche Mode.
O resultado é deslumbrante mas não seria o mesmo se essa mudança fosse artificial, como nos álbuns subsequentes se veio a verificar. Pelo contrário, neste disco respira-se inspiração, anseio por arriscar mas ditado pelo coração, com muita naturalidade.
Sinteticamente, este álbum está dividido em dois: por um lado os temas mais rock, na linha das canções mais acessíveis da primeira fase da carreira do grupo, decorados com uma produção mais moderna que adiciona leves sons electrónicos ou uma linha marcante de piano (algo que passou a ser muito popular mais tarde noutros grupos). Por outro lado, são aqui introduzidos um estilo de canções que os Paradise Lost nunca tinham feito: mais calmas, introspectivas, com muito mais elementos tecnológicos e que apostam em larga medida na conjugação entre silêncios e intensidade sonora; e é esta a chave da genialidade deste disco.
Para além de sucessos instantâneos como o tema título ou "Say Just Words", o grande valor deste álbum está nos temas negros e épicos, com uma sensibilidade melódica muito pop é certo, mas que alcançam o estatuto de grande canção para qualquer ouvido independentemente de um dado gosto musical específico. "Mercy" é um grande tema intemporal em que os sintetizadores tem uma importância fundamental não deixando de ser uma antítese do que é comercialismo; "The Sufferer" é uma canção com grande impacto ao vivo e aquela em que está mais explícita a dicotomia calma/intensidade sonora; a melodia de "This Cold Life" arrepia até o mais insensível enquanto que "Sane" é impecavelmente bem produzida. O grande tema desta linhagem é bem capaz de ser "Disappear": épico, profundo e viciante a cada audição.
Por uma razão ou por outra, e por muito preconceito, este álbum passou ao lado de muito boa gente. Pode ser que cada um, ouvindo-o do princípio ao fim, se aperceba do que tem em mãos.

28 de Julho de 2009

Festival Paredes de Coura - 29 de Julho a 1 de Agosto

Um dos mais importantes festivais portugueses e o mais associado à música alternativa, ou indie, vai decorrer de 29 de Julho a 1 de Agosto na fantástica paisagem da Praia Fluvial do Tabuão, naquela localidade, com muitas bandas e, com certeza, muito público. Dos artistas que vão actuar em Paredes de Coura este ano contam-se: Sean Riley And The Slowriders, Patrick Wolf, The Pains Of Being Pure At Heart, Franz Ferdinand, Blood Red Shoes, Nine Inch Nails (na sua tour de despedida), Jarvis Cocker, The Hives, entre outros. Destaque ainda para os after-hours de Paredes de Coura que já são "lendários".

25 de Julho de 2009

DYNAMIND JÁ TÊM PAGINA NO YOU TUBE

Os Dynamind já têm uma página no You Tube. Na mesma consta uma pequena parte do espólio em vhs que a banda possui, nomeadamante, excertos de um concerto no Parque das Nações em Lisboa e a actuação unplugged na Sic Radical.
Para além disto, a página inclui ainda clips de outros artistas, sendo alguns deles influencias de Dynamind.
Acedam directamente clicando na Página dos Dynamind no You Tube.

23 de Julho de 2009

Festival Download (Reino Unido) - Link para crítica

Verdadeiro barómetro do estado do rock e do metal actuais (e não só), o Festival Download (ex-Monsters Of Rock) realizou-se no passado mês de Junho em Donnington Park, perto de Londres. Em três dias e vários palcos, muitas das melhores bandas com sonoridades mais enérgicas passaram pelo evento, entre regressos, consagrações, etc. houve de tudo um pouco . Faith No More, Limp Bizkit, Korn, The Prodigy, Slipknot, Marilyn Manson, Motley Crue, Whitesnake, Down, foram alguns dos nomes que por lá passaram.
Lê aqui uma crítica ao evento (em inglês).





21 de Julho de 2009

Discos: Xutos & Pontapés - "Xutos & Pontapés"

Por Jorge Blanch

Existem duas formas de comemorar 30 anos no activo: fazer uma colectânea de êxitos de uma forma cómoda e aguardar o avolumar da conta bancária, ou “arriscar” um novo álbum.
A melhor banda de rock portuguesa não terá duvidado muito na resposta e editou o álbum simbolicamente homónimo. Não foi por acaso… Mas o resultado poderia ter sido…mais um álbum, como o foram os últimos “XIII” ou Mundo ao Contrário”. Não foi isso que aconteceu…
Estamos perante o melhor álbum desde o fantástico “Dados Viciados” de 97. Um álbum de rock, e inclusive punk rock em alguns temas. O próprio single “Quem é quem” marca uma diferença substancial (lírica e musical) face aos singles dos últimos álbuns. A atitude bem patente no som e principalmente nas letras demonstram, como sempre, uma banda destemida e crítica indiferentes ao “estatuto” de Comendadores. O melhor exemplo disso é o tema “Sem eira nem beira”, cantada pela voz rude de Kalú. Um dos temas mais críticos e directos aos governantes e corruptos. Certamente evitado…pelas rádios… Um tema que parece tirado de um concerto tal a sua sonoridade e emoção. Em “Classe de 79” os Xutos brindam os fans com uma música dedicada a eles…”ainda andamos aqui, por causa de ti”! Sendo um álbum muito equilibrado, ficam ainda por destacar: “Tetris anonimus”, e “O sangue da cidade” com a acertada escolha para a voz declamada de Pac Man dos Da Weasel.
Agora existem dois passos para os fãs homenagearem os 30 anos desta grande banda: Conhecer mais este marcante álbum, e vê-los ao vivo no “Aniversário” marcado para 26/09 no inevitável bairro do Restelo.

20 de Julho de 2009

Festival Marés Vivas e Festival Super Rock - Links para resenhas


Leia aqui resenhas dos festivais mais recentes realizados no nosso País. A saber:

17 de Julho de 2009

Festival Super Rock em Lisboa - 18 de Julho

Dia 18 de Julho, no Estádio do Restelo, é tempo de receber duas das mais aguardadas estreias em Portugal: de Las Vegas chega o espectáculo de uma das bandas mais badaladas do pop-rock actual, os The Killers, e Duffy, a galesa que, sem ‘misericórdia’, conquistou o mundo há pouco mais de um ano com a soul da sua voz. A juntar-se a estes nomes temos os Mando Diao, Brandi Carlile, The Walkmen e os lusos Bettershell.

Arkaea lançam primeiro álbum

O primeiro álbum dos ARKAEA, “Years in the Darkness”, acaba de ser lançado. Os Arakaea são Christian Olde Wolbers (guitarra), Raymond Herrera (bateria) - ambos ex(?)-FEAR FACTORY, Jon Howard (voz) e Pat Kavanagh, que previamente trabalharam nos THREAT SIGNAL. "Locust" foi a primeira escolha para vídeo-clip e música de abertura do álbum.

16 de Julho de 2009

Moonspell ao vivo na Amadora - 18 de Julho


Os Moonspell, a maior banda nacional de heavy metal, vão dar um concerto no próximo dia 18, no parque de estacionamento da estação de Metropolitano de Amadora-Este. O espectáculo, com início às 22h00, tem entrada livre. O concerto assinala o regresso dos Moonspell 'a casa', já que a banda formou-se na Brandoa, freguesia do concelho da Amadora.

14 de Julho de 2009

Festival Marés Vivas 2009

Vila Nova de Gaia vai receber o festival Marés Vivas entre os dias 16 e 18 de Julho. À beira da Foz do Douro vão estar Kaiser Chiefs, Scorpions, Keane, entre outros. Quando o assunto é rock com potencial dançante e linhas para cantar, poucas bandas rivalizam com os Kaiser Chiefs. São eles os cabeças de cartaz do primeiro dia (16 de Julho), em que o palco principal é tomado por bandas britânicas: além da irrequieta banda de Ricky Wilson, tocam os veteranos Primal Scream (com "Beautiful Future" na bagagem) e os Lamb (recém-regressados ao formato-dupla com que nos habituámos a vê-los por cá). No palco Novos Portugueses actuam Sizo e John Is Gone. O segundo dia do Festival Marés Vivas (17 de Julho) proporciona o reencontro com duas bandas alemãs que há muito se perderam de afectos pelos palcos portugueses: Scorpions (com mais de 30 anos de carreira para visitar) e Guano Apes (que voltaram a juntar-se, quatro anos depois do anúncio da extinção). Mas também há espaço para o encontro com uma novidade: Secondhand Serenade, nome de guerra de John Vesely, autor de "Fall for you". O palco "tuga" é ocupado pelos Fonzie e pelos Cazino. Para o último dia (18 de Julho), o Marés Vivas adopta um tom mais ligeiro e relaxante. O festival abre-se ao piano-rock dos Keane, ao folk-rock jazzístico de Jason Mraz, à surf-jazz- bubbly-pop de Colbie Caillat e às doçuras "bluesy" da (muito) jovem Gabriella Cilmi. O som do palco secundário condiz com o tom do palco principal, graças aos Soulbizness e aos Sinal.