O dia dedicado ao metal do Festival Alive foi, como se esperava, magnífica, com música de

grande qualidade, som e e espectáculo visual a nível elevado e o público a condizer nas suas manifestações, até porque se tratava da sempre expressiva tribo metaleira.
A abrir as hostilidades, no palco principal, estiveram os portugueses
Ramp, que regressaram aos grandes concertos depois de um largo período de reduzida ou quase nula actividade. A banda fez questão de lembrar isso mesmo ao dar as boas vindas "novamente" aos Metallica, eles que já tinham feito a 1ª parte dos norte-americanos há precisamente 10 anos (um dos pontos altos da sua já longa carreira para além de outros como, por exemplo, a presença no Ozzfest). A banda, em jeito de festejo, realizou uma actuação onde executaram os seus temas mais conhecidos com toda a sua energia e com grande receptividade por parte do público. Ficamos à espera de mais concertos, se possível, na preferência deste escriba, com maior destaque para o clássico "Intersection".

A seguir veio um dos concertos mais esperados do dia. Os
Mastodon realizaram uma actuação que percorreu o seu longo leque estilístico, indo do mais rápido ao mais calmo, do mais enérgico ao mais psicadélico, tudo sob um manto de grande criatividade e inspiração. Se temas como "The Wolf Is Loose" e "Blood And Thunder" instalaram o caos na plateia, os temas do último álbum convidaram mais à observação e audição. Para daqui a alguns meses está previso o merecido concerto em nome próprio com direito a cenografia e projecções vídeo.
Muito mosh e muita e locura aconteceram durante o concerto de
Lamb Of God. A intensidade e o peso da música fizeram desta a actuação mais pesada do dia. O grupo aproveitou o facto do tempo de actuação ser curto para brindarem os presentes com as melhores canções do seu catálogo desde o fantático "In Your Words", do último álbum, até ao velhinho "Now You've got Something To Die For". O peso e os ritmos extremamente balanceados não dã hipótese de deixar algum corpo quieto. Fantástico também é observar como a influência de uns Pantera perdura nas novas bandas passados todos estes anos.
Os
Machine Head já são uma banda consagrada, conforme se viu pela recepção calorosa de grande parte do público. Um ano depois da actuação no Rock In Rio, o grupo apresentou um alinhamento que inclui muitos dos grandes temas da sua carreira - como "Struck A Nerve" ou "Bulldozer", para além da recuperação de "Beautiful Morning", que consta do jogo "Guitar Heroe - Metallica". Este facto fez com que todo o tempo do espectáculo tenha decorrido em apoteose constante, com hits atrás de hits, refrões entoados e mosh do palco até à mesa de som. Nem a presença em palco da mãe «100% portuguese» de Phil Demmel faltou. E Robb Flyn continúa um verdadeiro mestre de cerimónias.