
"Blood Fire War Hate" foi o início e o prenuncio do que viria a seguir: uma autêntica "batalha campal", no palco e na plateia. Com o Coliseu quase cheio, o ritmo geral do concerto balançou entre temas mais groove e trauteáveis, como "Seek And Strike" e "The Prophecy", e outros mais rápidos como "Doom", "LOTM" e o imparável "Frontlines". Na bagagem a banda trouxe também hinos de Sepultura - como "Territory", "Refuse/Resist", "Troops of Doom", "Roots Bloody Roots" e um massivo "Inner Self"- mas não só. Houve surpresas, como a execução de "Sanctuary", dos Cavalera Conspiracy, e o muito bem conseguido "Red War", do projecto Probot de Dave Grohl em que Max participa. Houve ainda, em jeito de homenagem, pequenas citações a Slayer e a Metallica.
O encerramento deu-se, primeiro, com "Unleash", com o Richie Cavalera (dos Incite) em dueto com Max, e depois, para encerrar o encore, um raivoso "Eye For An Eye".
O som estava fenomenal, o que é de admirar naquela sala, com grande destaque para as guitarras, bem longe da indefinição dos primeiros tempos deste grupo. O jogo de luzes foi também soberbo.
Das bandas da primeira parte, releve-se os W.A.K.O., que deram um bom espectáculo, apesar do som não ter sido o melhor, e que provaram ser uma das bandas nacionais que mais promete. Quanto aos Incite, do enteado de Max Cavalera, apesar da sua apurada técnica e profissionalismo, mostraram carecer ainda de alguma diversidade no seu alinhamento.