
O Metallica são uma força viva da música actual. A sua actuação foi impecável, tanto na execução como na atitude, com uma energia contagiante e beneficiando do facto de ter público, desde o início, a seu favor. Com um alinhamento ligeiramente diferente de outras anteriores, apostando em mais temas dos álbuns "Load e "Reload", o clássicos, porém, não faltaram. Ouviram-se os

Antes da actuação dos reis, actuaram os seu príncipes. Os conterrâneos da Bay Area (a zona metropolitana de San Francisco, EUA, onde nasceu o thrash metal), Machine Head, esmagaram autenticamente a multidão com um concerto soberbo a todos os níveis: grandes temas, energia, técnica, presença e uma comunicação constante com o público, graças a esse excelente mestre de cerimónias que é o vocalista/guitarrista Robb Flyn.

O início foi arrasador, com o quatro primeiros temas a serem debitados sem interrupções. "Clenching The Fists Of Dissent" e "Imperium", principalmente, soaram grandiosas, ao nível do cenário que os recebia. "Aestethics of Hate", dedicada ao metal e ao seu público, e "Old" foram também muito bem recebidas. A surpresa da noite aconteceu quando a banda resolveu excutar, em primeríssima mão, uma versão de "Hallowed Be Thy Name" dos Iron Maiden. "Take My Scars" e "Davidian", entremeadas com o excelente "Descend The Shades Of Night", foram um final extraórdinária com grande parte do muito público a manifestar-se de forma totalmente louca (como se pode comprovar no link abaixo). Um verdadeiro concerto de metal como todos deviam ser.

A primeira banda do palco principal foram os Moospell que executaram bastantes canções do seu último álbum contando, durante estas, com a colaboração de um grupo de cantoras que também efectuaram algumas coreografia. Apesar de grande parte do muito público presente manifestar-se efusivamente durante todo o concerto, foi com os grande clássicos que toda plateia foi conquistada. "Opium", "Alma Matter" e "Full Moon Madness" foram os pontos mais altos de um concerto que pecou por ter sido efectuado sob sol radiante o que, neste caso, tira um pouco de encanto à música destes portugueses.
Os Apocalyptica cumpriram a sua função de entreter as hostes que deambulavam pelo recinto entre os inúmeros locais de divertimento e os come e bebes. Nada a apontar à sua dedicação mas, entre tantos grupos do espectro hard'n'heavy que podiam estar presentes, não se compreende que a escolham um grupo que, quer queiramos quer não, tem características muito específicas.
Esperemos que na próxima edição também haja dia de metal ... com ou sem Metallica : )
Links:
http://www.youtube.com/watch?v=FDNxq8R0mko
http://www.youtube.com/watch?v=eu9fdu7k34k
Fotos: cortesia iol.com e music.aol.com