Os Sepultura editaram recentemente o álbum "Kairos" que acaba por ser dos melhores trabalhos da banda desde que o vocalista Derrick Green entrou para o grupo, em 1998. Isto deve-se a vários factores.
O primeiro deles é a produção que alcança uma qualidade por vezes arredia de alguns trabalhos do banda. A bateria mostra-se integrada no resto dos instrumentos e as guitarras soam bem cá para cima.
Em segundo lugar, nota-se que banda apostou em compor temas de qualidade, que valem por si, e não deitou cá para fora a primeira coisa que se lembrou esperando que a fama da marca Sepultura faça o resto, como se calhar aconteceu nalguns trabalhos anteriores. O guitarrista e principal compositor, Andreas Kisser, aposta em partes instrumentais mais extensas e num regresso aos solos que, por qestões estilísticas, tinham andado arredados de grande parte das composições da banda.
Depois, nota-se francos progressos de outros elementos como Derrick Green, aqui a efectuar a sua melhor performance, com a voz típica agressiva a soar melhor do que nunca, por mérito próprio mas também devido à produção, para além de algum experimentalismo, como no tema Dialog. Depois temos Jean Falabella que, pr fim, mostra aqui todo o seu potencial que prometia nos concertos ao vivo, quer em termos de criatividade quer na rapidez tecnicamente perfeita.
Do álbum destacam-se canções como Mask (poderosíssimo), Seethe, Born Strong (daria um bom single/clip), Spectrum e Embrace the Storm. Para além da excelente versão de Just One Fix dos Ministry, que ganha em força e técnica o que perde em espectacularidade em relação ao original.
Tendo em conta a desilusão que foi o anterior "A-Lex", depois da saída de Igor Cavalera e do prometedor "Dante XXI", receava-se que o grupo teria chegado a um beco sem saída. Afinal os Sepultura conseguem abanar uma pouco as coisas e, embora o trabalho não chegue ao nível dos hinos de "Chaos A.D." e das extensas composições de "Arise", apresenta-se num plano bastante aceitável, ao nível do historial do grupo.
O primeiro deles é a produção que alcança uma qualidade por vezes arredia de alguns trabalhos do banda. A bateria mostra-se integrada no resto dos instrumentos e as guitarras soam bem cá para cima.
Em segundo lugar, nota-se que banda apostou em compor temas de qualidade, que valem por si, e não deitou cá para fora a primeira coisa que se lembrou esperando que a fama da marca Sepultura faça o resto, como se calhar aconteceu nalguns trabalhos anteriores. O guitarrista e principal compositor, Andreas Kisser, aposta em partes instrumentais mais extensas e num regresso aos solos que, por qestões estilísticas, tinham andado arredados de grande parte das composições da banda.
Depois, nota-se francos progressos de outros elementos como Derrick Green, aqui a efectuar a sua melhor performance, com a voz típica agressiva a soar melhor do que nunca, por mérito próprio mas também devido à produção, para além de algum experimentalismo, como no tema Dialog. Depois temos Jean Falabella que, pr fim, mostra aqui todo o seu potencial que prometia nos concertos ao vivo, quer em termos de criatividade quer na rapidez tecnicamente perfeita.
Do álbum destacam-se canções como Mask (poderosíssimo), Seethe, Born Strong (daria um bom single/clip), Spectrum e Embrace the Storm. Para além da excelente versão de Just One Fix dos Ministry, que ganha em força e técnica o que perde em espectacularidade em relação ao original.
Tendo em conta a desilusão que foi o anterior "A-Lex", depois da saída de Igor Cavalera e do prometedor "Dante XXI", receava-se que o grupo teria chegado a um beco sem saída. Afinal os Sepultura conseguem abanar uma pouco as coisas e, embora o trabalho não chegue ao nível dos hinos de "Chaos A.D." e das extensas composições de "Arise", apresenta-se num plano bastante aceitável, ao nível do historial do grupo.
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